Pessoas que me inspiram

Seja na no modo de levar a maternidade, a vida, ou como gerenciam suas resenhas literárias, eu tenho um rol de pessoas que me inspiram. Diferente dos ídolos, essa pessoas, mulheres, conduzem a vida e realizam seu trabalho de modo que eu me sinto próxima a elas e estão sempre no meu link de favoritos para acesso rápido. Aqui segue minha lista de inspirações para você se inspirar também:

Literatura

Além da Capa (Thaís Inocêncio e Bruno Freitas)

Devaneios de papel (Stephanie Bertram)

Impressões de uma leitora (Maria Luiza)

Juliescreveu (Julie)

Resenhando sonhos (Tamirez)

Livros da Nati (Nati Amend)

Nick Mafra

All about that book (Maíra Sigwalt)

Ariel Bisset

Book Adict (Duda Menezes)

Estante Torta (Camila Guerra)

Ler antes de morrer (Isabela Lubrano)

Literature-se (Mell Ferraz)

Nuvem literária (Ju Cirqueira)

Redemunhando (Natasha Hennemann)

TLT (Tatiana Feltrim)

 

Maternidade

Mãe de 04 (Juliana)

A maternidade (Rafaela Carvalho)

E as criança? (Karol Araújo)

Maezice (Ananda Urias)

Mochilinha e Violão (Luiza Nazareth)

 

Outros assuntos

Juny pelo mundo (Juny e Leo Rios) – Dicas de viagem

Marília não pode parar (Marília liberal) – Vida saudável

Me poupe (Nathália Arcuri) – Finanças

Primeiro Rabisco (Marina Viabone) – Lettering

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Ler faz bem para a saúde

Ler faz bem! Sempre escutamos isso, mas exatamente quão bem o hábito de ler faz? Quais as vantagens efetivas a leitura traz para as nossas vidas?

Quem é obcecado por livros sabe que só existem vantagens na leitura, seja para o cérebro, para o corpo ou para a alma! Além de proporcionar ótimos momentos de lazer, a leitura relaxa, deixa a mente mais afiada e ainda torna as pessoas mais confiantes!

Alguns estudos já comprovaram que estimular o cérebro ao longo da vida, começando pela infância e mantendo esse hábito, contribuirá significativamente para uma boa saúde mental na velhice. Se quiser viver mais, melhorar a memória ou reduzir o estresse, considere acrescentar a leitura de alguns livros em suas metas pessoais. Veja aqui quais são os benefícios reais que a leitura pode trazer para a sua saúde:

Para a saúde mental:

Inteligência: Quanto mais você lê, mais coisas você sabe. Fortes habilidades de leitura precoce podem significar maior inteligência mais tarde na vida. São inúmeras as pesquisas que comprovam que ler aumenta as conexões neurais, fazendo com que o cérebro funcione melhor.

Criatividade: A leitura é combustível inesgotável para a imaginação e está diretamente relacionada à criatividade. Após ler uma obra de ficção, por exemplo, fica mais fácil enxergar novas possibilidades. Ao ler um romance, a capacidade de imaginar o cenário em que a ação se desenvolve, além da imagem física dos personagens, nos leva a criar um outro mundo dentro de nossas cabeças. Além disso, vez ou outra pode ser prazeroso aventurar-se também por livros fora do nosso estilo de leitura favorito, para ler histórias diferentes e ter outras sensações. As pessoas criativas estão sempre abertas para o que é novo e a leitura é um poço infinito de novidades, cultura, surpresas, universos e ideias extraordinárias.

Funcionamento do cérebro: Ler afeta o nosso cérebro como se realmente estivéssemos vivenciando os eventos sobre o qual estamos lendo e diminui a redução do funcionamento do cérebro, na velhice.

Aprender outros idiomas: Ler também faz com que a receptividade à linguagem aumente no cérebro – o que facilita na hora de aprender um idioma novo, por exemplo.

Senso crítico: O mais incrível da literatura é que, nos introduzindo a realidades e épocas diferentes, ela acaba suscitando reflexões que talvez não teríamos se ficássemos sempre presos ao nosso cotidiano e à nossa rotina fixa. Ler abre a mente, e isso pode te tornar uma pessoa melhor.

Informação e conhecimento: A coisa mais importante em um livro é, obviamente, o seu conteúdo. Existem livros sobre praticamente tudo, o que permite que você escolha ler aquilo que lhe convém e encontrar um mundo de informações dentro das páginas. É impossível medir quanto a leitura é capaz de somar ao nosso conhecimento, mas os livros nos permitem decidir o que e quanto aprender.

Escrita: Os melhores escritores são sempre os leitores mais ávidos! Ler ajuda a melhorar o vocabulário e a composição das frases.

Concentração: Quando lemos, treinamos e exercitamos nosso cérebro quanto à concentração e compreensão.

Memória: A leitura estimula a memória, expandindo a capacidade de nossa mente. A leitura regular ajuda a retardar o declínio na memória e função cerebral, mantendo nossa mente mais nítida, pois, ao ler, nosso cérebro cria caminhos para gravar aquilo que está sendo apreendido. Isso ajuda muito também na recuperação da memória de curto prazo.

Para a saúde física:

Alzheimer: Aqueles que envolvem seus cérebros em atividades como leitura, xadrez, ou quebra-cabeças podem ser 2,5 vezes menos probabilidades de desenvolver a doença de Alzheimer. Pessoas que mantem o hábito de ler após a vida adulta também preservam por mais tempo suas habilidades mentais.

Estresse: Realmente não importa qual livro que você escolhe: ao perder-se em uma história completamente envolvente você escapa das preocupações e tensões do mundo e passa algum tempo explorando o domínio da imaginação do autor. Uma pesquisa, feita em 2009, pela Universidade de Sussex, revelou que ler por apenas seis minutos ao dia já ajuda a reduzir em até 68% os níveis de estresse. Esse tempo foi suficiente para que os voluntários diminuíssem a frequência cardíaca e aliviassem a tensão dos músculos. Segundo o neuropsicólogo que conduziu o teste, David Lewis, “Perder-se em um livro é o maior estágio de relaxamento possível. Não importa qual é o livro, apenas o processo de escapar das preocupações do mundo cotidiano já é uma forma de relaxar.” Existe até um tipo de terapia feita com livros, a biblioterapia. É um conceito antigo que envolve o uso de leituras terapêuticas para reduzir o estresse, sintomas de distúrbios como depressão ou alguma perturbação emocional. O uso clínico dessa terapia pode incluir a leitura de ficção e não-ficção e leva em consideração a relação do paciente com o conteúdo de cada livro. Quando pensamos ou falamos sobre leitura, a imagem que vem à mente é a de alguém num lugar tranquilo, confortável e aconchegante, com a pessoa que lê expressando calma e felicidade. Ler é uma terapia porque é uma forma garantida de esquecer o mundo e os problemas à sua volta e abandonar o mundo digital por algum tempo, já que a atividade exige total desligamento e concentração, isso faz com que o seu stress do dia a dia diminua consideravelmente.

Sono: Ler pode aumentar sua paz interior. Ao criar um ritual de dormir, como ler, você dá sinais para o seu corpo que é hora de relaxar e ir dormir. Ler um livro ajuda a relaxar mais do que ficar na frente de uma tela antes de dormir. Telas como celular, televisão e tablets podem nos manter acordados por mais tempo e interferir na qualidade no nosso sono.

Expectativa de vida: Um estudo publicado no periódico Social Science and Medicine revelou que quem lê livros regularmente consegue viver por muito mais tempo. Em testes com mais de três mil voluntários, aqueles que dedicaram cerca de três horas por semana à leitura viveram pelo menos dois anos a mais do que os participantes que não costumavam ler com frequência. Imortalidade, aí vou eu!

Atividade física: Ler e fazer exercícios físicos combina? Sim! Muitas máquinas de exercícios na academia têm espaço para livros. Pessoas que levam livros para a esteira ou bicicleta, por exemplo, fazem os exercícios durarem mais, melhorando não somente a saúde da mente, mas do corpo também. Fica a dica!

Para a saúde emocional:

Desenvolvimento pessoal: A leitura nos dá as palavras, instrumento para expressar nossos sentimentos, além de ser uma atividade que estimula a reflexão sobre os nossos princípios, valores, pensamentos e atitudes. Depois de ler um livro, nós nunca voltamos a ser a mesma pessoa que éramos antes de lê-lo. Mesmo que não se perceba a mudança, algo do que lemos fica guardado nos nossos pensamentos e contribuiu para o nosso crescimento. Ler também eleva a autoestima. Alguns livros nos mudam mais, outros nem tanto, mas nunca podemos dizer que um livro não mudou em nós absolutamente nada. Todos eles fazem alguma diferença.

Realização pessoal: A leitura constrói sonhos e nos empurra à realização. As ações corajosas de personagens de livros podem ajudar os leitores a terem vontade de fazer mudanças positivas em suas vidas. Se o personagem fictício pode, por que eu não poderia? A leitura permite que você “viva” muitas histórias e tenha várias sensações, como se apaixonar por um personagem, sentir raiva, torcer por alguém, ficar ansioso e surpreender-se. A vida real dificilmente possibilitará que você vivencie tantas coisas diferentes em tão pouco tempo. Mesmo que um livro não tenha um final feliz, cenas tristes ajudam a aflorar memórias significativas do passado. Essas boas memórias podem resgatar bons sentimentos, te animando e melhorando seu humor.

Timidez: Mesmo quem não gosta de ler tem consciência de que a leitura é essencial e faz diferença no aprendizado, principalmente porque amplia o nosso vocabulário e melhora a escrita. Mas poucos percebem que a leitura frequente tem efeito também quando nos expressamos verbalmente. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de nos expressarmos bem, independente dos meios. Isso é excelente principalmente para os tímidos, que precisam reforçar a confiança em conversas ou para falar em público.

Empatia: Se perder em uma boa leitura pode tornar mais fácil para você se relacionar com os outros. Ficção literária, especificamente, tem o poder de ajudar seus leitores a entender o que os outros estão pensando, lendo as emoções de outras pessoas. Compreender os estados mentais dos outros é uma habilidade crucial que permite as relações sociais complexas que caracterizam as sociedades humanas. Empatia é uma capacidade bastante em falta no mundo, e consiste basicamente em compreender e se solidarizar, emocionalmente, com outro alguém.

Elimina a solidão: A solidão nunca é um problema porque leitores jamais ficam entediados ou tristes se não houver ninguém por perto para conversar ou lhes fazer companhia. Pelo contrário, até gostam de ter seus momentos sozinhos para apreciarem seus livros sem interrupções. Além disso, nada melhor para um leitor do que ter com quem conversar sobre o livro que acabou de ler. Fazer amizade com pessoas que lêem é garantia de sempre ter assuntos interessantes para conversar, porque falar sobre livros é um assunto infinito, além de ser muito fácil fazer amizades com leitores. Você menciona um livro, ele diz que também leu e em poucos minutos vocês conversam como se se conhecessem há anos!

Se você ainda não tem esse hábito, comece já, pois você só tem a ganhar com isso! Ler faz bem para a saúde mental, física e emocional.

Livros lidos em Setembro/2017

Em setembro, li apenas 5 livros, mas foram leituras tão gostosas e relaxantes que me deixaram plenamente satisfeita. Nem todos os livros servem para colocar a cabeça em reflexões profundas, mas mesmo assim todos têm um objetivo em comum: entreter e desestressar (pelo menos para mim).

  • IMG_20170827_202557_727826 notas de amor para minha filha Emma (Garth Callaghan): Esse livro conta a belíssima história da relação entre Garth e sua filha Emma. Ele descobriu que estava com câncer e resolveu reforçar seu hábito que escrever bilhetes em guardanapos para ela. Vale dizer que é livro emocionante, inspirador e real.“Partilho este livro porque nenhum de nós sabe quanto tempo ainda nos resta. Sim, nós caminhamos pelo planeta com a esperança de sermos invencíveis, mas todos nós sabemos que a vida pode ser tirada em qualquer instante. Eu tenho a dádiva de perceber que o fim está se aproximando. (…) Sua casa, sua conta bancária, suas habilidades, sua profissão – nada disso importa. Tudo se resume aos relacionamentos duradouros que construímos. É isso. É tudo isso.”

 

  • IMG_20170909_213654_553Para sempre (Kim e Krickitt Carpenter): A história que inspirou o filme. Após um acidente de carro, Krickitt perde a memória dos últimos meses de vida e não consegue se lembrar do próprio marido e ele faz de tudo para reconquistar seu amor. Outro livro com uma história e tão incrível que parece roteiro de Hollywood.

 

 

  • IMG_20170731_212524_008Sherlock Holmes Vol 1 (Arthur Conan Doyle): Livro enorme e maravilhoso! Ele reúne 3 obras anteriormente publicadas de Sherlock Holmes (Um estudo em vermelho, O sinal dos quatro e As aventuras de Sherlock Holmes) e nos introduz ao misterioso universo do detetive mais famoso do mundo. Fiz um tour pelo meu box com as obras completas e expliquei como me planejei para ler tudo aqui.

 

 

  • Profissões para mulheres e outros artigos feministas (Virginia Woolf): IMG_20170913_222311_967Este foi meu primeiro contato com a escrita de Virginia Woolf e fiquei encantada. Embora eu não goste muito de textos escritos com fluxo da consciência (característica primária da autora), pretendo ler mais obras dela para sentir como é sua escrita em romances. Este pequenino livro reúne bem as características que tanto gosto em livros pequenos. Nesses artigos escritos por Woolf, ela questiona a visão tradicional da mulher como “anjo do
    lar” e expõe as dificuldades da 
    inserção feminina no mundo profissional e intelectual da época.

 

 

  • Matilda (Roald Dahl): mais um livro infantil para a lista e dessa vez um clássico escrito pelo mesmo autor que concebeu A fantástica fábrica de chocolate e Convenção das Bruxas, duas adaptações maravilhosas para o cinema. Esse livro foi muito gostoso de ler pois o tempo todo me trouxe uma sensação de nostalgia deliciosa. Matilda adora ler e desde muito nova conheceu os clássicos da literatura. Por incrível que pareça, essa hábito causou a ela alguns problemas, mas com sua inocência e sagacidade, ela conseguiu se livrar de todos eles. Com certeza é um livro que merece ser lido por todos, crianças ou não.

Para que serve a literatura?

O que é literatura? Para que servem os livros? O que leva os autores a querer compartilhar suas histórias?

Muito além do simples entretenimento, as obras literárias carregam dentro de si uma riqueza tal que enriquece também quem as lê. Aristóteles, em seu livro Poética, expõe as três funções que ele acredita que a literatura tem: cognitiva, catártica e estética. Mais tarde, alguns estudiosos acrescentaram uma quarta função, a político-social.

Quer descobrir qual é a função dos livros que você anda lendo? Dá uma olhadinha aqui:

 

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Minha edição linda de Orgulho e Preconceito

Função cognitiva: é a função do conhecimento e da descoberta. Esta função está centrada no conteúdo transmitido. Ela refere-se à aquisição do conhecimento. Todo escritor tem uma percepção (conhecimento) pessoal da realidade que o rodeia. Essa percepção é chamada de inspiração, insight, ideia… A obra literária, por conseguinte, exprime esse seu conhecimento intuitivo e estético a respeito da realidade que o rodeia. É isso que faz com que um texto se torne uma obra-prima, pois o escritor se vale da sua experiência e da sua sensibilidade para comunicar o que pensa. Um exemplo de obra literária com essa função é “Orgulho e preconceito”, da maravilhosa Jane Austen.

 

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Clássico maravilhoso

Função catártica: catarse é o alívio de tensões, o desabafo. A palavra catarse vem do grego catharse e significa purificação, purgação. Foi usada por Aristóteles ao afirmar que as tragédias gregas (representações teatrais) purificam as emoções. Na literatura, ela é uma espécie de descarga emocional que provoca no leitor ou no escritor um certo alívio da tensão ou da ansiedade psicológica ou moral. Essa função tem uma longa tradição e tem como objetivo a compensação, a terapêutica e a transposição da personalidade. Dois livros que apresentam essa função são “A metamorfose”, de Franz Kafka e “A paixão segundo G.H.”, da Clarice Lispector.

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Todo brilhantismo do fluxo de consciência de Clarice aqui

Função estética: proporciona prazer por meio da contemplação do belo. Para os gregos o belo consistia na proximidade com a verdade ou a natureza. No caso da literatura, isso se relaciona ao emprego adequado da metrificação, do ritmo, da rima, das figuras de linguagem, da articulação dos personagens, da estruturação do enredo, entre outros elementos. Essa função é a “arte pela arte”, é um fim em si mesma, é o alheamento dos problemas sociais. Um ótimo exemplo é a Quadrilha, poema de Carlos Drummond de Andrade.

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Obra-prima da Chimamanda

Função político-social: é a função do engajamento, da denúncia, da crítica. É o uso da literatura como meio de conscientização. Tem como objetivo convencer, atrair adeptos, ensinar e esclarecer, difundir valores. A obra literária também serve de instrumento de conscientização das pessoas e de transformação da sociedade de uma época e de um povo nos quais o escritor se acha inserido. A obra “Hibisco roxo”, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie é uma ótima exemplificação dessa função.

Conseguiram identificar suas obras favoritas de acordo com as funções? Eu percebi que me identifico mais com obras com as funções cognitiva ou político-social. E você?

O detetive que nunca viveu e que jamais morrerá

Sou grande fã dos romances policiais e, tão logo conheci os livros de Sir Athur Conan Doyle, Sherlock Holmes virou um dos meus personagens favoritos da literatura. Recentemente consegui adquirir o box com as obras completas desse detetive tão icônico e decidi compartilhar com vocês um pouco dessa edição tão linda e mostrar a cronologia da obra.

Decidi ler (e reler) as histórias em ordem cronológica de publicação, que foi a forma que essa edição veio organizada. Os livros e meu Projeto Lendo Sherlock Holmes ficaram assim:

O primeiro volume contém 3 livros:

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Volume 1: finalizado!

Um estudo em vermelho (1887): Romance de apresentação do detetive e de seu fiel companheiro, Dr. Watson. Eu já havia lido essa história há muitos anos e reli algumas semanas atrás;

O sinal dos quatro (1890): Esse romance eu não havia lido ainda e foi muito legal sentir de novo a sensação de tentar descobrir o mistério junto com o detetive. Sem contar que é nesse livro que conhecemos a Mary, futura esposa do Dr. Watson e descobrimos que Holmes prefere a razão ao amor;

As aventuras de Sherlock Holmes (1891-1892): Primeiro livro de contos do autor, que acabou, posteriormente, adotando esse gênero para as narrativas do detetive mais famoso do mundo. Esse também eu já havia lido e fiz uma releitura. Foi muito divertido entrar em contato mais uma vez com essas histórias e relembrar o primeiro encontro de Holmes com Irene Adler.

O segundo volume do box contém 2 livros:

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Volume 2: lendo no momento!

Memórias de Sherlock Holmes (1892 – 1893): Esse livro possui 11 contos e vou começar a lê-lo esse mês. Vou ler 4 contos em setembro, 4 em outubro e pretendo finalizar o livro em novembro. Será uma leitura inédita para mim;

O cão dos Baskerville (1902): Esse é o terceiro romance que Doyle escreveu e eu já li, porém quero encerrar o ano fazendo a releitura dessa história incrível. Inclusive, a adaptação desse episódio no seriado na Netflix, com o ator Benedict Cumberbatch, está simplesmente espetacular. Vale a pena conferir!

 

No terceiro volume temos mais 2 livros:

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Volume 3: primeira leitura para 2018!

A volta de Sherlock Holmes (1903 – 1904): Livro com 13 contos que pretendo reler no primeiro trimestre de 2018. O primeiro conto desse livro é o famoso “A aventura da casa vazia”, que conta sobre o retorno de Holmes, uma vez que ele tinha “morrido” no último conto de Memórias de Sherlock Holmes;

O vale do medo (1915): O último romance que o autor escreveu, vou lê-lo em abril de 2018.

O quarto e último volume desse box contém os 2 últimos livros de contos de Sherlock Holmes:

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Volume 4: último!

– Os últimos casos de Sherlock Holmes (1892 – 1917): 8 contos que eu ainda não li e já estou morrendo de curiosidade. Segundo meu planejamento, lerei 4 contos em maio de 2018 e outros 4 em junho;

 

Histórias de Sherlock Holmes (1921 – 1927): Com aperto no coração, aproximadamente daqui 1 ano, lerei esse últimos 12 contos do melhor detetive de todos os tempos. Serão leituras inéditas para mim, sendo 4 em julho, 4 em agosto e 4 em setembro de 2018).

Sempre tive vontade de “zerar” as obras de um autor, ler tudo que ele escreveu. Sei que a obra de Sir Arthur Conan Doyle vai muito além de Sherlock Holmes, mas já me dou por satisfeita em poder dizer que já li tudo sobre ele. E você? Tem um autor ou personagem favorito também?

 

As mães

Ana Carolina decidiu engravidar novamente, após perder sua primeira filha.
Bia é mãe de menino e sabe tudo sobre minecraft.
Cíntia é professora e trata seus alunos com o mesmo carinho com que cuida dos filhos.
A filha da Diane tem AME.
Érika decidiu que seu filho não terá berço e dormirá num colchão no chão, seguindo o método Montessori.
Fabiane está grávida e mora num trailler com o marido e os 3 filhos.
Gabriela trabalha fora o dia todo e deixa sua bebê na creche.
Heloisa acabou de descobrir que está grávida de seu primeiro bebê.
Juliana decidiu engravidar novamente depois de 10 anos.
Karol acha que não tem problema dar alimentos industrializados para crianças..
O filho de Luciana dorme num quarto só dele desde que nasceu.
Mari foi presa e apanhou dos policiais com seu filho de 2 meses nos braços.
A filha de Nati só se alimenta de PANCs.
Priscila tem 3 meninos, Rafaela tem 3 meninas.
Sheila decidiu deixar o emprego para cuidar de suas filhas.
Tatiana ficou grávida aos 16, Valéria aos 39.

Você não tem nenhum filho e julga todas elas.

Você tem filhos e “se esquece” do tanto de julgamento que há na maternagem alheia e julga também.

Mais empatia, mais amor. Não importa em qual filosofia elas acreditam, onde moram, quantos filhos ou anos elas têm. Só importa que toda mãe é a melhor que poderia ser, são exatamente o que seus filhos precisam e ninguém está mais capacitado do que elas a decidir sobre a criação de suas crianças. Todo bebê nasce apaixonado pela mãe e toda mãe defenderá sempre com unhas e dentes sua cria.

Em minha sala não há janelas

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Laís e Clara na Janela, em 2012

O sol não entra na minha sala. A luz que existe é produzida artificialmente. Não há penumbras, não há sombras e nem movimentos produzidos pelos brilhos solares.
O calor não sai da minha sala. O ar não circula, o mormaço sufoca, os germes multiplicam-se. Tudo é quente quando lá fora é fresco. Tudo ferve quando lá fora esquenta.
Não tem cheiro na minha sala. Não há brisa, fuligem ou tempestade. Os perfumes não se espalham, o aroma não se expande e o vento nunca me alcança.
E essa sala é meu destino todos os dias. Ela devora um terço do meu dia…
Longe do sol e das sombras, longe da brisa e do frescor, sem vento e sem minhas meninas… minhas janelas!
Em minha sala não há janelas.

Fiquei com seu número (Sophie Kinsella)

 

      Este livro pertence ao gênero chick-lit e acho que só com essa informação, vocês já conseguem supor qual será o enredo e desenvolvimento da obra. O fato é que ele é muito divertido! Sério, eu acho que pouquíssimos livros me fizeram rir tanto quanto esse logo nas primeiras páginas. Ele é perfeito para curar uma ressaca literária e é uma leitura muito leve.

Sinopse: “A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.”

A história é narrada em primeira pessoa apenas pela Poppy e isso pode causar uma certa confusão no leitor uma vez que, às vezes, ela alterna acontecimentos que existem apenas dentro de sua cabeça, com fatos reais. O livro é dividido em capítulos curtos e é permeado por diálogos verossímeis e trocas de mensagens entre os personagens, o que dá velocidade à narrativa. Além disso, as mensagens que os personagens trocam (por e-mail ou sms) são analisadas por eles mesmos ao longo da narrativa e isso faz ressaltar as características individuais de cada um. A linguagem do livro todo é bem coloquial, com algumas gírias e até palavrões, porém está completamente adequada ao ambiente em que se passa a história e ao tipo de livro, ademais, ela dá conta das diferentes mídias e plataformas de comunicação usadas pelos personagens.

A Poppy, como quase toda mocinha de chick-lit, é muito atrapalhada e sempre apressada ao julgar, ou tirar conclusões precipitadas, o que causa as confusões e dá o tom cômico ao livro, mas ao mesmo tempo, você se irrita com essa personalidade supérflua de sempre meter os pés pelas mãos devido ao pré-julgamento. Magnus, claramente a peça sobressalente do triângulo amoroso, é pedante, arrogante e não liga para a Poppy como pessoa, o relacionamento dos dois é puramente sexual e isso fica explícito desde o começo do livro (só a noiva, Poppy, que não vê). Sam é o típico mocinho, bonzinho até demais. Tanto que é Poppy que o ensina como ter mais pulso firme e ser mais assertivo ao tomar decisões sobre sua vida amorosa, o que é irônico, uma vez que ela mesma não faz isso.

Fiquei com seu número pode ser considerado um livro-símbolo do gênero. A ideia do livro é ótima e sempre funciona, por isso ela não é nada original, pelo contrário, é uma fórmula já testada anteriormente por diversas escritoras. A trama é linear e com alguns furos, mas que podemos relevar porque o objetivo maior do texto é divertir, pintando o retrato da mulher moderna no dia a dia, que luta para dar conta da vida profissional, familiar e amorosa.

Sophie Kinsella, pseudônimo da britânica Madeleine Wickham, é autora da consagrada série Os delírios de consumo de Becky Bloom, que foi adaptada para filme em 2009. Ela também é responsável por outros títulos de sucesso, tais como Lembra de mim? (2009) e O segredo de Emma Corrigan (2013). O livro Fiquei com seu número foi publicado em 2012, pela Editora Record, e faz enorme sucesso desde o lançamento.

Por que eu abandonei Dostoiévski?

O livro escolhido pelo Piquenique Literário em Agosto foi Memórias da casa dos mortos, de Fiódor Dostoiévski. Sem nunca ter lido um russo antes, fiquei empolgadíssima com esse clássico e me apressei em comprar meu exemplar! Mas eis que, com um terço da leitura concluída, decidi abandonar o livro e nem as discussões e defesas apaixonadas de alguns membros do Piquenique me convenceram a dar uma segunda chance à obra.

 

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Júlia mais interessada no mordedor

Abandonar um livro é um hábito quase tão antigo quanto o ato de ler. Acredito que muitos fazem isso, mas têm vergonha de admitir porque quem desiste de um livro é alvo da patrulha da desistência: podemos ser vistos como pessoas sem força de vontade, fracas e com pouca inteligência para entender a obra; e a punição mais comum é a perda do direito de opinar sobre o livro que abandonaram (Se você não leu até a última página não pode tecer qualquer comentário, muito menos criticar).

Eu confesso: sou especialista em livros começados e não terminados, tenho muito mais livros do que serei capaz de ler e tenho o hábito de ler diversos livros ao mesmo tempo. Porém, acredito que abandonar uma leitura é decisão pessoal de cada leitor. Por isso, listei aqui, os motivos que me fizeram abandonar Dostoiévski:

  1. Ler por prazer: como já disse anteriormente, sou uma desistente em série. Uma mudança de humor, uma distração ou uma frase fora do lugar bastam para que eu deixe um livro de lado e troque-o por outro, talvez para sempre. Minha estante é cheia de exemplares que larguei antes da metade. Estão lá, há anos com o marcador na mesma página, na esperança de que eu um dia retome a leitura de onde parei. Em vão.
  2. O livro não vai morrer: o autor pode já ter morrido, mas a obra dele não, é imortal. Acredito que existe momento certo para ler cada livro e isso é decisivo para gostar ou não dele. Diversas leituras que eu abandonei temporariamente foram reativadas posteriormente e eu adorei ter dado uma segunda chance a elas. A explicação para essa mudança? Não era o momento de ler aquele livro, dei outras oportunidades e no final das contas deu certo: encontrei no livro, mais para frente, exatamente o que queria ler naquele segundo momento.
  3. O principal motivo para uma história ser abandonada, segundo uma pesquisa realizada pelo Goodreads, é a trama pouco movimentada. E este é exatamente o caso de Memórias da casa dos mortos. O estilo de escrita do autor e a temática não estão dentro do que eu estou acostumada a ler. Isso, aliado à falta de simpatia com o personagem principal, constituem o terceiro motivo pelo qual eu desisti da obra.
  4. Respeito ao autor: Eu prefiro colocar um livro de lado por alguns meses e depois, quem sabe, dar uma segunda chance à leitura, do que correr o risco de desenvolver uma certa ojeriza pelo autor. Penso que todo livro foi idealizado, meditado, desejado como uma obra-prima por seu criador e o mínimo que posso fazer é lê-lo com respeito.
  5. Às vezes a parte chata é só uma parte mesmo, e não o livro todo. Existe uma fórmula famosa entre leitores que busca determinar a quantidade mínima de páginas que devemos ler para poder largar um livro sem culpa: o número mágico é 100 menos a idade do leitor (acredita-se que quanto mais velho, mais direito você tem de não gostar logo de cara de um livro). É uma regra razoável, mas eu tenho a minha própria: tenho até a metade do livro para decidir se vou continuar ou não. Se eu passar da metade, vou até o fim. De Memórias da casa dos mortos li só 73 páginas.
  6. A TBR: a pilha de livros não lidos é enorme. Vale a pena aquele esforço de continuar a ler algo de que não estou gostando, sendo que a lista dos livros que eu quero ler só aumenta? Quase sempre é melhor abandonar aquele livro chato e me arrependo é de não ter largado antes.
  7. Muito livro para pouca vida: Este item pode parecer igual ao anterior, mas é um pouco diferente. Estamos na era do imediatismo, somos massacrados com notícias, filmes, séries, livros, aplicativos novos a cada segundo. Com tanta novidade, queremos consumir tudo isso e mais um pouco e bate um verdadeiro desespero quando nos damos conta que nosso dia tem apenas 24 horas e isso não é tempo o suficiente para ler tudo que gostaria. E é por esse motivo que eu quase não assisto séries. É dar o play e minha cabeça já começa a calcular quantas páginas eu poderia ler enquanto dura aquele episódio.
  8. Ninguém quer desistir. A desistência vem com um sentimento inevitável de culpa. Mas tomar uma decisão consciente de largar um livro (ou outra atividade não terminada) pode ser na verdade bastante libertador. Muitas pessoas insistem em atividades que não estão gostando só porque querem ir até o fim e a escolha de interromper essa atividade prematuramente lhes parece perturbadora. Segundo o psicólogo Matthew Wilhelm, desistir vai contra a forma como fomos arquitetados, pois há uma tendência para que percebamos objetos como ‘acabados’ ou ‘inteiros’ e essa propensão é tão poderosa que acaba gerando ansiedade nas pessoas. Desistir de um livro não é uma decisão fácil e mesmo assim favorece a minha vida como leitora e faz com que minhas escolhas literárias sejam mais equilibradas.

 

Alguns, intimidados pelo tamanho e pela linguagem de um clássico, decidem interromper a leitura para retomá-la quando estiverem mais preparados. Nenhum desses motivos foi o que pautou a minha decisão de abandonar Memórias da casa dos mortos, como vocês bem viram acima. Parafraseando Stephen King em seu livro “Sobre a escrita”, já passei dos trinta, e ainda há muitos livros por aí. Não tenho tempo para desperdiçar com os que não me trazem alegria no momento.

Que os deuses da literatura tenham piedade de mim!

 

Júlia

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JÚ(não tenha pressa de crescer)LIA
JÚ(seu sorriso banguela me encanta)LIA
JÚ(tempo, seu vigarista, passe mais devagar)LIA
JÚ(vou chorar de saudades quando vir suas fotos de bebê)LIA
JÚ(sempre vou achar que poderia ter aproveitado mais)LIA
JÚ(seja sempre a melhor versão de si mesma)LIA
JÚ(não tenha medo de crescer)LIA
JÚ(você sempre será meu bebê)LIA