Livros lidos em Setembro/2018

📚 A mulher de 30 anos (Honoré de Balzac): clássico da literatura universal, 4 🌟’s

📚 O guardião da meia-noite (Rubem Saraceni): livro espírita, 2 🌟’s

📚 Que viagem (Cínthia Zagatto): literatura nacional, juvenil, LGBT, 4 🌟’s

📚 O misterioso caso de Styles (Ágatha Christie): suspense, 3 🌟’s

📚 Mrs. Dalloway (Virgínia Woolf): clássico, fluxo da consciência, 4 🌟’s

Livros lidos em Agosto/2018

📚 Perdida (Carina Rissi): literatura brasileira, juvenil, 2 🌟’s

📚 Fazendo meu filme 2: Fani na terra da rainha (Paula Pimenta): literatura brasileira, juvenil, 4 🌟’s

📚 A libélula no âmbar (Diane Gabaldon): romance de época, 4 🌟’s

📚 Mulherzinhas (Louise May Alcott): clássico norte-americano, 4 🌟’s

📚 O perfume (Patrick Suskind): terror, Alemanha, 4 🌟’s

Livros lidos em Julho/2018

📚 Harry Potter e o Enigma do Príncipe (J. K. Rowling): 5 🌟’s + ❤️

📚 Harry Potter e as Relíquias da Morte (J. K. Rowling): 5 🌟’s + ❤️

📚 Sherlock Holmes Vol 4 (Sir Arthur Conan Doyle): 5 🌟’s

📚 Canção de Ninar (Leila Slimani): 3 🌟’s

📚 Chico Bento – Arvorada (Orlandeli): 5 🌟’s + ❤️

📚 O Hobbit (J. R. R. Tolkien): 4 🌟’s

📚 Fazendo meu filme 1: a estreia de Fani (Paula Pimenta): 4 🌟’s

📚 Bidu – Juntos (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho): 3 🌟’a

📚 O ato e o fato (Carlos Heitor Cony): 4 🌟’a

Livros lidos no final do 1º semestre

Abril

📚 A longa viagem a um pequeno planeta hostil (Becky Chambers): 4 🌟’s

📚 A cor púrpura (Alice Walker): 5 🌟’s

📚 Sherlock Holmes Vol 3 (Sir Arthur Conan Doyle): 5 🌟’s

📚 Harry Potter e o Cálice de Fogo (J. K. Rowling): 5 🌟’s

Maio

📚 1984 (George Orwell): 4 🌟’s

📚 Harry Potter e a Ordem da Fênix (J. K. Rowling): 4 🌟’s

Junho

📚 Histórias de Hogwarts: proezas, percalços e passatempos perigosos (J. K. Rowling): 3 🌟’s

📚 Vozes de Tchernóbil (Svetlana Aleksiévitch): 4 🌟’s

📚 A melodia feroz (Victoria Schwab): 4 🌟’s

📚 50 contos de Machado de Assis (John Gledson): 3 🌟’s

📚 A escolha (Kiera Cass): 4 🌟’s

Livros lidos em Março/2018

No mês passado eu completei 7 leituras muito bacanas e vou contar um pouco do que achei sobre cada uma aqui:

  • A lista dos meus desejos (Gregoire Delacourt): Esse livro conta a história de Jo e a lista dos seus desejos caso ganhasse na loteria. Parece maravilhoso e um chick-lit de morrer de rir, não é? Mas não se engane: esse livro é um drama que, embora curtinho, tem o poder de deixar o leitor muito pensativo. Se você ganhasse um prêmio milionário, o que estaria na sua lista de desejos?
  • Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida (Xinran): Lido para o piquenique literário de março, esse livro foi escolhido por votação dentro do tema “Mulheres protagonistas”. Com uma escrita delicada e muito respeitosa, Xinran traduz para os leitores que não são chineses todo o drama de ser mulher e ter filhas mulheres na China;
  • Todo dia (David Levithan): Adaptado para os cinemas esse ano, esse YA conta a história de A, alguém que acorda todo dia no corpo de uma pessoa diferente e tem que aprender a conviver com isso. Confesso que achei o livro bem bobinho. Agora é esperar para ver se a adaptação vai me parecer mais madura;
  • Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban (J. K. Rowling): Terceiro livro da série Harry Potter que estou relendo esse ano. Gosto muito do primeiro livro e do segundo nem tanto, então posso dizer, com certeza, que foi esse terceiro que me arrebatou e me tornou uma potterhead de carteirinha. Acredito que foi o livro que mais li na vida (essa foi minha 5ª releitura);
  • A droga da obediência (Pedro Bandeira): Esse será o livro do piquenique literário de abril e, coincidentemente, a Laís pegou emprestado na sala de leitura da escola e eu aproveitei e já fiz minha releitura (2018 está sendo um ano de muitas releituras para mim). Confesso que depois que me decepcionei um pouco com A marca de uma lágrima, não esperava muita coisa desse livro aqui, mas Pedro Bandeira me reconquistou com Os Karas e eu adorei reler essa história, sem contar que me bateu uma vontade enorme de continuar a ler os outros livros da série. (Aliás, a Laís também adorou!);
  • O caminho jedi (Daniel Wallace): Esse manual jedi ensina algumas coisas do universo Star Wars e traz várias anotações ao longo das páginas dos antigos donos do manual (muito parecido com o que acontece em Animais Fantásticos e onde habitam, em Harry Potter). A leitura foi muito maçante, embora algumas anotações e informações sejam bem divertidas. O bacana foi que esse livro foi a minha primeira troca no skoob e eu adorei!
  • Eu sou Malala (Malala Yousafzai e Christina Lamb): Também foi uma leitura cansativa para mim, levei 3 meses para concluir essa leitura (comecei a ler o livro em janeiro). Independente da história incrível da Malala, o modo da escrita é que tornou o livro demorado, porque ainda tenho um pouco de dificuldade em mergulhar na história quando o livro é de não-ficção e esse livro foi escrito de forma não linear cronologicamente, o que fez com que eu tivesse que voltar algumas partes e redesenhar a linha do tempo na minha cabeça.

Enfim, essas foram as leituras que concluí no mês de março. Além dessas, li mais 10 contos do livro 50 contos de Machado de Assis (projeto de leitura que pretendo terminar em junho) e o primeiro livro que compõe o 3º volume do box das Obras completas de Sherlock Holmes. E vocês o que leram no mês passado? Contem para mim aqui nos comentários:

[RESENHA] O beijo traiçoeiro

O beijo traiçoeiro é um livro de Erin Beaty, lançado pela Editora Seguinte, em 2017.

Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama – e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes – inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Esse livro é descrito como Jane Austen com espionagem. Confesso que essa definição é um pouco prepotente, mas isso não significa que o livro não seja bom. Pelo contrário, ele é ótimo! Mas ainda sim, não chega aos pés dos clássicos de Austen, como orgulho e Preconceito. No início a história pode lembrar um pouco os romances de época, mas depois ela ganha os tons de romance policial que eu tanto aprecio. É narrada em 3ª pessoa, ou seja, por um narrador observador, e isso é um dos grandes truques da autora para facilitar as reviravoltas da trama. A linguagem é simples e flui muito bem, sem termos arcaicos ou complicados.

O livro é considerado uma fantasia, uma vez que é ambientado num mundo imaginário, porém, a trama assemelha-se tanto a um romance de época, quanto a uma distopia. Os personagens são muito carismáticos e um deles passa por um plot twist dos mais surpreendentes que já li, daqueles que te dá vontade de reler várias páginas só para tentar identificar como você não tinha percebido aquilo antes! O herói da história é muito cativante e nos faz torcer por ele.

Porém, nem tudo são flores. Alguns aspectos da história não me agradaram muito, como o fato de que todas as grandes ideias para solucionar problemas surgem de uma única personagem (como se só ela fosse inteligente o suficiente para bolar planos), ou o fato de que embora haja diversas personagens femininas na história (as noivas do Concordium), elas não conversam entre si (com rara exceção) e passam a trama toda com picuinhas e competição desnecessária umas com as outras. Sério, meninas, um pouco de sororidade cai bem, viu?!

Erin Beaty é uma engenheira aeroespacial norte-americana e serviu a Marinha como oficial de armas e instrutora de liderança. Sua formação acadêmica contribuiu para a criação do enredo e das características de vários personagens. Recomendo esse livro para fãs de distopias, para fãs de romance de época e para fãs de histórias policiais. E não se engane pelas aparências floridas: esse livro pode machucar seu coração!

6 meninas da literatura que mostram desde cedo para quê vieram

Como vocês sabem, Março é o mês das mulheres e por isso eu preparei uma lista com 6 mulheres-meninas que protagonizaram algum livro que li nos últimos anos e que, mesmo ainda muito jovens, já mostram há que vieram!

Sofia (de O mundo de Sofia): Essa garotinha perspicaz apresenta ao leitor uma viagem pelo mundo da filosofia. Mesmo sendo muito nova, ela consegue não só compreender conceitos abstratos e complexos sobre as grandes questões da humanidade, como também os transmite de modo claro e lúdico ao leitor. Esse livro, embora seja um calhamaço, pode e deve ser lido por crianças de todas as idades;

Mônica (da Turma da Mônica): em 2017, li 3 Graphic Novels da Mônica e revivi doces momentos da infância ao lado da turminha. Mônica tem 7 anos e é uma líder nata. Forte e corajosa, ela não mede esforços para ajudar seus amigos, mesmo que isso a coloque em apuros;

Ada Smith (de A guerra que salvou a minha vida): Ela tem 10 anos (ou acha que tem) e nasceu com uma deficiência no pé que a impede de frequentar a escola e até mesmo de sair de casa. Tudo que ela conhece é visto da janela da sala. Até que um dia a guerra começa e ela e o irmão mais novo são enviados para o interior do país para ficar em outra casa. Por causa da guerra, Ada vai descobrir o significado das palavras amor e confiança;

Hazel Grace (de A culpa é das estrelas): lutando desde cedo contra um câncer, Hazel nos ensina sobre a brevidade do infinito e nos dá a oportunidade de viver com ela momentos muito únicos na vida de uma adolescente com câncer;

Cadence (de Mentirosos): ela tem saudade dos amigos, a família dela tem uma ilha e ela tem amnésia. Cadence passa por um trauma que muda sua vida e ela vai precisar de toda ajuda possível para descobrir o que aconteceu. Com determinação, essa protagonista nos leva a reviver com ela os dias de glória e de luta que passou com seu grupo de amigos, os mentirosos;

Frankie Landau-Banks (de O histórico infame de Frankie Landau-Banks): Com 16 anos, embora ainda não tenha se dado conta, essa adolescente é uma feminista nata. Inconformada com um grupo secreto que ela descobre em sua escola, do qual apenas garotos podem participar, Frankie lutará para tornar as coisas um pouco mais equilibradas no colégio.

Agora me contem vocês: conhecem alguma menina que desde cedo mostra que vai abalar as estruturas do mundo literário? Conta para mim aqui nos comentários!

[RESENHA] O cão dos Baskerville

Estou muito feliz por estar resenhando pela primeira vez um livro de um dos meus autores e um de meus personagens favoritos: O cão dos Baskerville, uma aventura de Sherlock Holmes, escrita por Sir Arthur Conan Doyle.

A morte do rico proprietário Charles Baskerville é um mistério que envolve uma antiga maldição em família, uma grande herança e um enorme cão fantasmagórico. Holmes e seu parceiro Watson são chamados para investigar.

Como sempre, as histórias de Sherlock Holmes são super envolventes e instigantes, mas este livro tem um elemento diferencial que faz com que o enredo fique ainda mais interessante: um mistério sobrenatural, já que toda população do vilarejo no qual aconteceu o crime afirma que quem matou a vítima foi um cão fantasmagórico que vive nos bosques do lugar. Investigando o mistério que parece desafiar a lógica e a razão, o Sherlock enfrenta adversários que vão além do que se pode imaginar.

Narrada, como tradicionalmente as demais histórias também são, do ponto de vista do Dr. Watson, essa trama se difere um pouco das demais, pois Sherlock Holmes deixa seu amigo investigando sozinho no vilarejo, enquanto ele resolve alguns assuntos em Londres. Watson se mostra perspicaz e audacioso ao tomar iniciativa para investigar ele mesmo um mistério paralelo que surge na região. O texto de Conan Doyle flui muito bem, embora tenha sido escrito há mais de 100 anos, pois a linguagem é acessível a todos os públicos (Tanto que a professora de português da minha filha está trabalhando um conto de Sherlock com os alunos da turma dela do 7º ano – leitores de aproximadamente 12 anos de idade).

Sherlock tem uma personalidade muito divertida, embora eu não aprecie muito quando ele faz pouco caso do Watson. Mas entendo que isso faz parte da personalidade dele e, se o próprio Watson não se incomoda, quem sou eu para criticar, não é mesmo? O médico é o fiel escudeiro do detetive e admirador de seus métodos. Porém os demais personagens da trama cumprem apenas o seu papel, passando pelo livro sem grandes destaques, assim como os personagens de outras histórias de Holmes que estão ali apenas para servir de escada para a demonstração do brilhantismo dedutivo do personagem principal.

Eu li essa história na edição das obras completas de Sherlock Holmes que faz parte do volume 2 desse box lindo que já mostrei para vocês AQUI. Continuo encantada com esse trabalho da Editora Harper Collins, pois os livros são muito bem diagramados, com design da capa criativo e coerente com o texto. As páginas são muito leves e amareladas, a folha de guarda preta dá um charme a mais à edição e a capa dura ajuda a preservar melhor o livro, além de combinar com a luva que abriga o box.

Vou acrescentar aqui que a adaptação desse livro na série Sherlock Holmes, da Netflix, está espetacular, uma vez que eles tiveram que adaptar para os tempos modernos toda a questão do sobrenatural e da fé das pessoas no cão fantasma. Vale a pena conferir!

Recomendo esse livro para todos que ainda não leram Sherlock Holmes, para os que são fãs de mistério e suspense e para aqueles que querem descobrir como um detetive prático e racional conseguirá enfrentar um cão fantasma!

[RESENHA] A Seleção

A Seleção é o primeiro livro de uma série, escrita por Kiera Cass, e publicada pela Editora Seguinte, em 2012

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma…

Nos EUA do futuro, agora chamado de Illéa, a sociedade é dividida em 8 castas e cada uma corresponde a um nível profissional e econômico. America é uma Cinco, uma das castas mais baixas e cujos cidadãos são destinados a profissões ligadas às artes. Ao saber que a família real iniciará A Seleção (evento no qual o príncipe deve escolher uma esposa), América aceita se candidatar apenas para agradar sua mãe, certa de que não será escolhida. Até porque, o coração dela já tem dono: Aspen, um Seis que mora na mesma região que ela.

Quando inesperadamente ela se torna uma das 35 garotas sorteadas para participar da seleção, América tem uma decisão importante para tomar: participar do processo e tentar ser a futura esposa do príncipe, ou abrir mão de tudo e ficar em casa?

A obra pega carona no sucesso das distopias, mas foge do comum, ao dar um pouco mais de destaque ao romance (embora apresente o velho clichê do triângulo amoroso). Sempre narrado do ponto de vista da protagonista América, os capítulos são muito fáceis de ler e a leitura flui super bem. A linguagem é simples e coloquial, perfeitamente adequada ao público-alvo jovem.

América é uma mulher forte e teimosa, Maxxon é um verdadeiro príncipe encantado e Aspen é a personificação do bom moço. Porém uma das coisas que eu mais gostei dessa história foram os personagens secundários, na sua grande maioria as meninas da seleção, mulheres com personalidades únicas e cativantes. Me espantei, positivamente, com o quanto a autora conseguiu dar voz a várias das meninas, sem deixar o livro cansativo, nem perder o foco da narrativa.

A edição de capa dura desse livro é deslumbrante, um primor em cada detalhe, desde a foto de capa, até a pequena coroa que inicia cada capítulo, sem contar as lindas folhas de guarda. As páginas amareladas tornam a leitura menos cansativas e a fonte é bem confortável aos olhos.

Kiera Cass conquistou diversos fãs com essa série, que foi acrescida de mais 2 livros de contos e outros 2 que se passam alguns anos depois da história principal (tudo que posso contar sem dar SPOILLERS).

Recomendo esse livro para os fãs de distopia, para os fãs de romance e para os que acreditam que toda revolução começa dentro de cada pessoa.