O sorriso da hiena

O sorriso da hiena, escrito pelo brasileiro Gustavo Ávila, é um suspense policial feito para prender a atenção do começo ao fim! O livro foi lançado pela Editora Verus, em 2017 e tem feito muito sucesso!

Sinopse:

“É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas.
Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade.”

 

O livro é narrado em terceira pessoa e nos apresenta, na maioria das vezes, o ponto de vista de um dos três personagens principais: o assassino David, o psicólogo William e o detetive Artur. A história se passa no Brasil, em uma cidade que não é possível identificar, nos dias atuais e a linguagem é clara e simples, instigante, bem estruturada, com trechos descritivos e diálogos na medida certa.

O personagem com o qual eu mais me identifiquei foi o detetive Artur que possui Síndrome de Asperger e é o melhor detetive da polícia. Ele alterna momentos de brilhantismo dedutivo e outros em que é um chato de galocha, não do jeito engraçadinho, mas do jeito que causa antipatia no leitor. Além disso, a ausência de uma personagem feminina forte é um tópico que incomoda, mas eu entendo que esse não era o foco do livro.

A história está muito bem amarrada e o autor criou uma trama que surpreende pela criatividade e originalidade, regada a boas doses de violência e filosofia. Embora seja um triller, a grande sacada do enredo não é descobrir o mistério ou quem é o criminoso, porque isso o leitor já conhece desde o início, mas sim acompanhar a postura de cada um dos personagens diante dos novos eventos da história e ver como eles lidam com o suspense. Alguns acontecimentos realmente deixam o leitor de queixo caído, porém, em uns poucos momentos, o autor não deixa o leitor descobrir o que irá acontecer, entregando as informações de bandeja, o que é um contrassenso dentro do gênero literário no qual o livro se insere.

Ainda, alguns trechos da história pareceram inverossímeis para mim, causados, por exemplo, pelo fato do autor optar por não usar nenhum sobrenome ao longo do livro. Vejam este diálogo no qual o detetive Artur busca informações com a atendente de um hospital:

— Preciso de algumas informações sobre um homem que faleceu aqui.
— Qual o nome?
— Ícaro.
— Deixa eu ver… — a mulher digitava rápido. — Esfaqueado.
— Essa informação eu sei. O médico que o atendeu ainda está trabalhando aqui?
— Deixa eu ver… ele já faleceu também.

Só com um nome, a recepcionista conseguiu dar todas as informações que o detetive precisava. Não parece estranho esse diálogo? Ela não precisou de sobrenome, data, nada. Sem contar a agilidade de pesquisa dela. Impressionante!

Outra cena que me chamou a atenção e acredito que chamará também de qualquer um que tenha lido ou assistido A culpa é das estrelas foi essa:

Artur colocou um cigarro na boca e, poucos segundos depois, um segurança o chamou com um toque no ombro.
— Não é permitido fumar aqui, senhor.
— Eu não fumo — o detetive disse com o cigarro nos lábios.
— Estou falando sério, senhor.
— Eu também.
— Senhor…
— Eu não vou acender.
— Mesmo assim, senhor.
Artur tirou o cigarro e entregou ao segurança.
— Não quer ficar com ele para fumar depois?
— Eu já disse: eu não fumo.

A mesma cena no livro de John Green:

Um minuto depois, ele enfiou a mão no bolso e abriu a tampa do maço de cigarros. Passados uns nove segundos, uma comissária de bordo loira correu até a nossa fila e disse:
— Senhor, não é permitido fumar neste avião. Nem em qualquer avião.
— Eu não fumo — ele explicou, o cigarro dançando na boca enquanto falava.
— Mas…
— É uma metáfora — expliquei. — Ele coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço.
A comissária ficou desconcertada só por um segundo.
— Bem, essa metáfora não será permitida no voo de hoje — ela disse.
O Gus assentiu com a cabeça e devolveu o cigarro ao maço.

Entretanto esses detalhes não ofuscam o fato de ser uma edição muito bem feita, sem erros de revisão ou inconsistências, além da narrativa que nos proporciona momentos de entretenimento alternados com períodos de reflexão e questionamentos.

Gustavo Ávila nasceu em São José dos Campos, interior de São Paulo, sendo assim meu conterrâneo. Ele escreveu e publicou “O sorriso da hiena” de modo independente, até que, em 2016, teve os direitos de adaptação comprados pela Rede Globo e os de publicação adquiridos pela Editora Verus. Consegui identificar no personagem William, alguns traços da história do autor. Seria o psicólogo um alter-ego de Avila?

Esse livro é ótimo para quem gosta de romances policiais, com violência, suspense e um leve toque de humor (Artur, você é demais!). Eu não recomendaria para menores de 18 anos porque as cenas de violência são fortes e algumas envolvem crianças. Mas, se você já é grandinho e gosta de um suspense, esse livro é a escolha certa para você!

Por que eu amo livros curtos?

É verdade, eu confesso: alguns dos  livros que eu mais gosto possuem menos de 200 páginas, alguns nem 100. São livros como Para educar crianças feministas, O guia do mochileiro das galáxias e O amor natural.

Algumas pessoas podem pensar que eu prefiro livros curtos por ser um pouco preguiçosa, mas não é isso. Admito que quando eu vejo um livro grande, fico desanimada, mas não é porque eu tenho medo e não quero lê-lo, e sim porque eu fico realmente receosa de que a história vá se arrastar.

Eu acho que, se você é um autor e tem uma ideia, apenas diga a sua ideia! É assim que eu me sinto sobre livros grandes: eu os vejo e penso “Essa história será realmente incrível por todas as 600 páginas?” E eu acabo sendo cética quanto à resposta. Com livros pequenos isso não acontece.

Eu imagino que um livro vá contar a você uma ideia poderosa, que o autor tem algo, uma joia preciosa, que ele quer compartilhar com o mundo. E o que eu amo é quando ele divide essa ideia comigo de modo simples, rápido, eficaz e poderoso; quando ele me entrega o livro como um soco no estômago e eu termino a leitura pensando “Uau! Isso foi tão incrível, tão genial e tão pequeno e bem finalizado”.

O que eu não gosto é quando o livro vai indo e indo, e o enredo vai sendo esticado de modos bizarros apenas para o livro continuar, ou quando a ideia precisa ser reiterada diversas vezes. Isso acontece não só com livros grandes, como também com algumas trilogias.

No ensaio “Políticas e a língua inglesa”, de George Orwell, o autor lista 6 regras para escrever. Ele acha que se você seguir essas 6 regras, você escreverá bem e ele realmente  encapsula o que estou tentando dizer. Algumas regras dele são:

  • “Nunca use uma palavra grande quando uma pequena resolve.” É isso. Não fantasie, apenas diga o que você está tentando dizer e pronto;
  • “Se for possível cortar uma palavra, corte-a sempre.” Dessa regra eu gosto muito, porque eu não gosto de linguagem floreada e muito rebuscada. Isso não quer dizer que eu não goste de linguagem poética ou palavras bonitas, eu só não gosto de prolixidade;
  • “Nunca use uma expressão estrangeira, um termo técnico ou um jargão se puder pensar num equivalente da língua cotidiana.” De novo, é sobre simplicidade. Não complique, não tente impressionar seu leitor. Ele já está impressionado o bastante porque você escreveu um livro! Impressione-o com ideias e não levando eras para dizê-las;

Eu acrescentaria uma sétima regra: Evite parágrafos longos, pois embolam o raciocínio e confundem os leitores, fazendo com que nos percamos.

Essas regras podem ser importantes para Orwell e para mim, mas não são um manual de instruções para todo mundo. Eu não quero que todos os livros sejam pequenos, até porque vários livros que eu gosto muito são enormes. Alguns exemplos são: Os homens que não amavam as mulheres (522 páginas), Outlander: A viajante do tempo (800 páginas) e Harry Potter e o Enigma do Príncipe (512 páginas).

Livros pequenos não são o formato certo para todas as histórias. Algumas precisam ser grandes e alguns autores amam escrever livros grandes. Eu não estou dizendo que eles não deveriam, é óbvio. O que eu estou dizendo é que eu gosto de livros curtos. Eu simplesmente os amo! E eles me fazem realmente feliz!

Livros lidos em Abril/2017

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Esses foram os 5 livros que li no mês de Abril/2017:

O curioso caso de BenjaP_20170503_154544_vHDR_Automim Button (F. Scott Fitzgerald): Esse livro traz 2 contos nessa edição pequenininha da L&PMProcket, o que torna a leitura super leve e tranquila. A linguagem do autor, diferente do que eu imaginava, é bem acessível e o segundo conto do livro, Bernice corta o cabelo, tem um enredo incrível e que, por si só, já vale a leitura. É um daqueles livros para ler em um dia e curar ressacas literárias.

Os 13 porquês (Jay Asher): Outro livro com linguagem muito fácil de ler, como quase todos já sabem, ele conta a história de Hanna e dos motivos que a levaram ao suicídio. Eu ainda não terminei de assistir à série na Netflix, mas a princípio estou gostando do fato dela explorar mais a história por trás dos outros personagens, embora a enrolação do Jay para ouvir as fitas esteja me dando nos nervor (no livro, ele escuta todas em uma noite).

A viajante do tempo – Série Outlander (Diana Gabaldon): Melhor livro do mês. Na verdade, dos meses, já que levei 2 meses para terminar de ler esse. Ele conta a história da Claire, uma enfermeira da 2ª Guerra Mundial, e seu marido Frank, em uma segunda lua-de-mel pela Escócia. Depois de testemunhar um ritual misterioso que acontece num círculo de pedras, ela é transportada 200 anos no passado e enfrenta diversos perigos e conhece pessoas fantásticas, incluindo Jaime, um guerreiro escocês, com o qual ela terá um relacionamento bem complicado.

P_20170503_154554_vHDR_AutoA guerra que salvou a minha vida (Kimberly Bradley): Esse livro é lindo. Ele conta a história da Ada e seu irmão Jaime. Ela tem 10 anos e nasceu com o pé torto. Por causa da iminência de bombardeios em Londres, eles vão para o interior, morar com a Srta. Smith, e lá Ada vai aprender que uma guerra também pode salvar alguém.

P_20170503_154605_vHDR_AutoTurma da Mônica: Laços (Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi): Esse foi a segunda Graphic Novel da Turma da Mônica que li e gostei dela um pouco menos do que a outra (Turma da Mônica: Lições). As ilustrações são maravilhosas, como o outro, mas achei o enredo um pouco menos profundo. Confesso que a Laís adorou e leu em 1 dia!

Livros que pretendo ler em Maio:

  • Isso me traz alegria (Marie Kondo)
  • O canto mais escuro da floresta (Holly Black)
  • O clube de leitura de Jane Auten (Karen Fowler)
  • Hibisco roxo (Chimamanda Adichie)

Laís de cordel


Vou contar uma história

Da menina Laís

Ela é barrigudinha

E mesmo assim é feliz

Come muito chocolate

E sempre pede bis

Ela é muito criativa

E adora fazer arte

Cola, papel e tesoura

Tudo da sua vida faz parte

Mesmo quando está triste

Um carinho ela reparte

Suas bochechas são gorduchas

E sua pele é bem branquinha

Ela gosta de ouvir música

E desenhar muitas roupinhas

Come muita melancia,

Mas cospe fora as sementinhas

Ela é muito vaidosa

Na cabeça usa sempre tiara

Mas do que ela gosta mesmo

É de implicar com a irmã Clara

Está sempre muito cheirosa

Sair sem batom é coisa rara

Às vezes, é preguiçosa

Com a voz muito sedutora

Diz que quando crescer

De artes vai ser professora

Com a cabeça sempre nas nuvens

Nunca deixa de ser sonhadora

Da água ela gosta,

Piscina, chuveiro ou mar

Chuva ou bolhas de sabão

Tudo serve pra brincar

Só não brinca na hora de sentir

Vive aprendendo a amar

Clara cordelista


​Vou te contar uma história

De uma menina barriguda

Ela tem 2 irmãs

E nenhuma é nariguda

Muito embora, às vezes,

Elas sejam liguarudas

O nome dela é Clara

E ela adora perguntar

Por que a nuvem chora?

Onde acaba o mar?

Quantos anos tem o papa?

O que significa amar?

Seus cabelos são escuros

E seus olhos curiosos

Ela ronca quando dorme

E seus sonhos são medrosos

Mas assim que ela acorda

Ganha focos corajosos

Ela tem muitas amigas

E adora os animais

Não dispensa a Netflix

E vê vídeos no YouTube bem legais

Quer ser médica quando grande

Pra ajudar o mundo cada vez mais

Está sempre ansiosa

Pra saber sobre o futuro

Ela tem pressa de viver

Quer atravessar todos os muros

Nunca deixa de lutar

Mesmo tendo medo do escuro

Muitos doces ela come

Mas também vive agitada

Vai sempre bem na escola

Nunca erra a tabuada

Apesar de tagarela

Ela é muito amada

1 mês

Hoje faz 1 mês que cheguei nesse mundo e já tem muita coisa que eu aprendi.

Sei que a mamãe tem sempre um mamá quentinho para me dar.

Aprendi que o melhor lugar para dormir é de bruços no peito do papai.

Descobri que pimenta é um condimento, mas também é o nome da nossa cachorrinha.

Já sei que minhas irmãs adoram me levar para dar uma voltinha pela casa.

Em 1 mês eu aprendi que a voz da mamãe é linda quando ela canta, que os braços do papai são os melhores na hora do banho, que minhas roupas estão limpas e arrumadas graças às minhas irmãzinhas e que meu bercinho é uma delícia para dormir

Nesse meu primeiro mês eu descobri que sempre vem alguém me pegar no colo quando eu choro, que quando as luzes se apagam eu devo dormir e que lá fora tudo é muito ensolarado.

Agora eu sei que minhas bochechas são muito apertáveis, que minha barriguinha é muito beijável e que tomar banho de banheira é uma delícia.

Eu aprendi que as pessoas têm cheiro e voz diferentes, mas todas me pegam no colo com o mesmo carinho.

Eu aprendi que quando eu sorrio todos ficam encantados, mas quando eu choro ninguém fica bravo comigo e todos me ajudam a me acalmar.

Aprendi que 1 mês é bastante tempo, mas é tambem só o começo: ainda tenho tempo para aprender muita coisa…

Hoje, aos 30, ela é melhor que aos 18 (nem Balzac poderia prever)


Aos 18 ela se perguntava o que os outros achavam dela. Hoje ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe, de coração, a te ouvir.
Aos 18, ela assiste a um filme chato com você. Hoje, aos 30, ela arruma outra coisa para fazer, e geralmente coisa mais divertida.

Aos 18, ela tinha várias amigas. Aos 30 ela só tem as melhores.

Aos 18, ela não sabia se vestir, não usava saltos ou batom vermelho. Hoje ela pode sair de jeans e tênis ou de longo e estará linda. Ela sabe que o melhor look é sentir-se bem.

Aos 18, ela não sabia ser mãe. Aos 30 ela continua não sabendo. Mas aprendeu que nenhuma mãe sabe, elas só sentem.

Aos 18, ela achava que Deus estava na igreja. Hoje, aos 30, ela tem certeza de que Ele está lá. E também está dentro dela, no abraço das filhas, no telefonema de sua mãe, no alimento na mesa.

Aos 18, ela não brigava, não falava, não resmungava. Aos 30, ela canta.

Aos 18, ela não saia do próprio mundo. Hoje ela já viajou para outro país, já andou de avião, de barco, de trem; já ficou loira; aprendeu a dirigir, já foi pra balada (e descobriu que prefere Netflix), já fez compras pela internet e dobrou a lista de livros que quer ler.

Aos 18 ela queria ir para a faculdade. Agora ela pensa no mestrado.

Aos 18 ela achava que ainda tinha muito tempo. Aos 30 ela sabe que o tempo é proporcional à importância que você dá aos fatos.

Nem Balzac poderia prever: hoje, aos 30, ela é melhor que aos 18. E vai continuar melhorando…

Chocolate não pode

Nasceu. Linda! Chora muito. (Ela não, você!). Recebe visita, tira foto, dá mamá. Sangue. Remédio. Dor. Mais visita, mais foto, mais mamá. Mais remédio, mais dor. Doem os seios, dói a barriga, doem os pontos, dói o coração de alegria. Alta do hospital: não pode pintar o cabelo, não pode tomar refrigerante, café só uma vez ao dia, não pode comer chocolate. Não pode comer chocolate? Esse vai ser difícil…
Em casa, mais visitas. Ela é linda. Põe para arrotar. Troca a fralda. Marca o pediatra. Teste do pezinho. Mais mamá. Faz xixi na cama. E não pode comer chocolate…
Lava roupa suja. Come sushi, come hambúrguer, come pizza. Tudo frio. Delícia. Visitas. Fotos. “Memória insuficiente”. Mas já? Ela só tem alguns dias de vida! E ainda não pode comer chocolate…
Salto alto. Dormir de bruços. Lente de contato. Bermuda jeans. Já consigo ver meus pés! Que vontade de comer chocolate…
Noites em claro. Choro. Cocô explosivo. Caiu o umbigo. Mais fralda suja. Ensaio newborn. Chora para mamar. Chora para arrotar. Chora pedindo colo. Quer um chocolate?
— Chocolate não pode!
Não pode comer chocolate, mas pode morder uma barriguinha gorducha. Pode babar quando abre um sorrisão. Pode ressuscitar todo repertório de músicas infantis. Pode ouvir o tempo todo “Ela é linda!” Pode alimentá-la com seu próprio leite. Pode tirar milhões de fotos. Pode sonhar acordada com a mulher incrível que ela vai se tornar!
Mesmo que não possa comer chocolate…

Te leio

Te leio suspense, adivinhando qual é o motivo do seu choro;

Te leio drama, ao passar as noites em claro com você;

Te leio aventura, testemunhando cada nova descoberta sua nesse mundo enorme;

Te leio romance, pois me apaixonei por você logo na primeira página;

Te leio terror ao imaginar que algo de ruim possa acontecer com você;

Te leio poesia, pois você transforma em versos toda pedra do caminho;

Te leio contos, te ajudando a cada dia numa nova história;

Te leio biografia, ao ver que a minha não estaria completa sem a sua.

“Os livros da estante já não têm mais tanta importância, do muito que eu li, do pouco que eu sei, nada me resta…”

Porque você é meu livro favorito, meu best seller, minha obra prima…

Cisco

Pedi para o Cisco vir morar comigo quando tínhamos apenas 2 meses de namoro. De alguma forma eu sabia que ele era o cara certo para mim. Ele aceitou. Três meses depois nos mudamos para nosso apartamento. Ele fez toda nossa mudança e montou a cama das meninas no quarto delas. Eu me reapaixonei.

Cisco perdeu espaço dentro de casa ao aceitar dividi-la com 3 mulheres. Ele parece nem se importar com isso. Mas agora queremos uma casa maior, com mais quartos e quintal para as crianças.

Quando começamos a nos conhecer, descobri tantos gostos em comum que foi difícil acreditar. E não falo apenas do sabor favorito de sorvete. Temos os mesmos ideais e pensamos de maneira semelhante sobre a vida, o universo e tudo mais.

Cisco fica bravo quando o chamo de mentiroso por dizer que sou linda. Mas ele entende que preciso ouvir isso todos os dias para manter a auto estima. E ele diz.

Cisco sempre quis ter filhos e nunca me escondeu isso. Ele sabe que tem duas enteadas que o amam e respeitam. Mas agora temos nossa Júlia.

Cisco disse que preciso ser mais firme e pensar mais em mim. Mas nunca o vi recusar um pedido de ajuda a alguém.

Cisco não acredita em superstições, mas isso não significa que ele não olhe para as estrelas. Muito pelo contrário.

Cisco gosta de metal, vídeo-game e computador. E também sempre me pergunta se estou bem, não por educação, mas porque ele realmente quer saber como estou e se preciso de alguma coisa.

Cisco adora animais. Mas mata todas as baratas de casa para mim e fica de olho em cada pernilongo ou aranha que possa aparecer perto da Júlia.

Cisco cozinha muito bem. O almoço é sempre por conta dele e a louça é minha. Desde que minha barriga ficou muito grande para a pia, ele faz as duas coisas.

Cisco não discute política, religião ou futebol. Até porque ele prefere airsoft.

Cisco se preocupa com o futuro e sabe que planejamento é a base para que os planos deem certo. Mas sabe também que às vezes as coisas não saem como o planejado e se mantem otimista sobre isso.

Cisco acha que o amor é construído todos os dias. Eu acho que ele é minha alma gêmea.

Nós dois estamos certos.