A chegada

Se você pudesse ver sua vida inteira bem na sua frente, você mudaria as coisas?

Emocionalmente abalada!

Foi assim que saí da sessão de cinema. Eu não esperava por isso. Sabia que o filme ia me abalar intelectualmente, e foi a isso que eu me dispus. Mas eu estava despreparada para o estado em que ficou meu coração depois que a sessão terminou.

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Cartaz do filme

“A chegada”, dirigido por Denis Villeneuve, é um filme impactante e tenho certeza de que estará concorrendo ao próximo Oscar em diversas categorias. Quando subiram os créditos foi que eu vi que o filme é baseado num conto, do escritor Ted Chiang, chamado “A história da sua vida”.

Não, eu não li o conto. Ainda. Mas esse título é muito mais significativo do que o título do filme. Ele sim indica o que esperar da história que não é sobre vida alienígena, não é sobre a invasão da Terra, não é sobre guerra. É sobre a humanidade, sobre o melhor e o pior do ser humano, sobre a estupidez de alguns em oposição à entrega de outros.

“A chegada” conta a história de 12 naves alienígenas em formato de concha que um belo dia chegam ao nosso planeta. A linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) é recrutada pelos militares para tentar se comunicar com os enigmáticos alienígenas. Desde o início do filme ficamos sabendo de momentos dolorosos da vida da personagem, envolvendo sua filha. Em pouco tempo, já é possível perceber a solidão e a dor de Louise.

Como fã de linguística, confesso que me encantei com o foco do filme que é o imenso trabalho de interpretar os símbolos escritos pelos alienígenas e tentar comunicação com eles, além da árdua tarefa de convencer os militares a não matar logo de cara os ETs antes conhecer seu propósito na Terra.
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É um trabalho tão grande e a personagem fica tão imersa no idioma dos heptapódes que isso afeta sua vida pessoal, seus sonhos e o planejamento de suas ações. É fascinante ver as tentativas de comunicação dos humanos com os aliens, nas quais qualquer palavra interpretada de forma errada pode passar um sentido completamente diferente para ambas as partes. Adorei também a forma gráfica com que os aliens se comunicam, com lodogramas circulares, sem começo nem fim, que refletem a forma alinear com a qual eles enxergam o tempo.

Li numa crítica que o filme claramente tem um vilão e ele é a estupidez humana, que desconhece limites. Concordo plenamente! E mesmo sem ter mencionado nesse texto as qualidades técnicas do filme, o maior triunfo dele, na minha opinião, reside em seus momentos humanos e pessoais.

Antes das cenas finais, a Dra. Banks pergunta a seu colega “Se você pudesse ver a sua vida inteira bem na sua frente, você mudaria as coisas?”. Ele responde. Ela decide sobre o que faria. E você?

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