TAG “Quem sou eu em 5 livros”

Essa Tag é da Natasha, do canal Redemunhando. Eu gostei muito da ideia e decidi responder aqui também.

A Tag consiste em escolher 5 livros que você diria para alguém ler, se essa pessoa quisesse ter uma ideia de quem você é. Ou seja, é indicar para alguém 5 livros para que essa pessoa te conheça melhor, 5 livros que te definam de alguma maneira.

Os 5 livros que eu escolhi são obras que eu gosto muito, que significam muito para mim não só pelo enredo, mas também por características de cada um e o impacto que eles causaram em mim, no momento específico da minha vida em que os li. São eles:

  • Harry Potter: é uma série repleta de aventura, do gênero da fantasia , para mim, representa minha infância e adolescência. A fase em que comecei a ler e me encantei pelo mundo das letras. Harry Potter tem gosto de infância, como brigadeiro de festa. E meu livro favorito da série é O enigma do Príncipe;

 

  • 60 dias de neblina: esse livro (que resenhei no começo da semana AQUI) reúne crônicas, que é um estilo literário que gosto muito, que falam sobre a maternidade (que é basicamente tudo na minha vida fora os livros, rsrs). Além disso, esse livro também representa meu lado conectado, uma vez que foi escrito por uma digital influencer que eu acompanho nas redes sociais e cujo trabalho admiro muito;

 

  • Orgulho e preconceito: Este clássico de Jane Austen representa para mim o amor. É minha versão favorita do “Felizes para sempre” dos contos de fadas. Essa obra me lembra que o amor supera tudo, que é possível ser uma romântica sonhadora e nem por isso ser alienada e superficial;

 

  • Os homens que não amavam as mulheres: Esse livro reúne dois elementos que gosto muito: suspense/mistério e uma protagonista feminina bad ass. Esse dois fatores sustentam um bom livro, para mim;

 

  • Bilhões e bilhões: Um livro de não-ficção, escrito pelo astrônomo Carl Sagan, que traz dezenove artigos que versam sobre temas variados, desde aborto a problemas ambientais, passando por temas áridos, como o câncer, e controversos, como a possibilidade de vida em Marte. Os artigos desse livro simbolizam para mim meus questionamentos sobre a vida, o universo e tudo mais.

 

E você? Quais 5 livros você me recomenda para eu te conhecer melhor?

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Eu sou uma desistente em série

Ou seria desistente de séries?

Já tenho notado há algum tempo que eu não termino grande parte das séries que assisto. Algumas eu paro logo no 2º episódio, outras eu desisto mesmo depois de 5 temporadas. O lance é que a grande dificuldade que sinto em abandonar um livro (tanta que me leva a escrever para desabafar, como fiz AQUI), eu não sinto nem um pouco com séries de televisão.

Toda vez que começo a achar uma série ou, até mesmo, filme chatos, fico pensando na quantidade de páginas de livros maravilhosos que eu poderia estar lendo ao invés de perder meu tempo assistindo aquilo. Com livros eu sou um pouco mais insistente, mas com programas de TV que não prendem minha atenção, pouquíssimos são os argumentos que me convencem a voltar a assistir.

Aqui está uma lista de séries que eu abandonei e o porquê. Será que você consegue me convencer a dar uma segunda chance a alguma delas?

  • Orange is the new black, 5ª temporada: uma temporada inteira sobre uma única rebelião! É sério isso, gente? Como podem fazer uma temporada com 13 episódios de 55 minutos sobre uma rebelião que aconteceu em algumas poucas horas? Tem alguma coisa de errado nisso, não tem?
  • Demolidor, 2º temporada: Como é que eu consegui assistir a primeira temporada inteira é um mistério para mim. Tédio!
  • Justiceiro: O primeiro episódio é muito chato e sem graça. E é o melhor dos 4 primeiros que vi. Sério! O cara teve a família toda assassinada e nem assim eu consegui sentir empatia por ele…
  • O conto da aia: Acho que pessoa mais empolgada que eu para assistir essa série não tem, mas não sei porque não consigo assistir o segundo episódio (e os demais) de jeito nenhum. Achei meio monótono o primeiro, embora o livro tenha sido uma das minhas melhores leituras do ano passado.
  • 13 reasons why: Como é que uma série tão sem graça dessas conseguiu um hype tão grande é um gigantesco enigma pra mim. O livro é meio sem gracinha e inova apenas pelo retorno da temática. Mas a série é muito enrolada e ainda dizem que terá uma segunda temporada. Por que, gente? Por que?
  • Santa Clarita Diet: Até que estava boazinha, mas acho que enjoei de zumbi e ainda não entendi que tipo de humor é esse. Só entendi que não é do tipo que eu acho graça, isso, com certeza!
  • Once upon a time: eles nunca vão conseguir chegar no Felizes para Sempre??
  • Gilmore Girls: acho que estou muito velha para me empolgar e identificar com a Rory. Consegi chegar só até o 8º episódio da 1ª temporada e foi com muito esforço!
  • Narcos: Deus me dibre tentar ver mais algum episódio disso. Vi só uns 3, eu acho.
  • Breaking Bad: A primeira temporada eu amei! Da segunda não consigo passar…
  • Supernatural: Já desisti no 3º episódio. Coisa mais chata!
  • Arquivo X: Vi quase metade da 1ª temporada. Queria ter continuado, porque adoro da temática, mas simplesmente não assisti mais nenhum episódio e nem sei porque…
  • Mr. Robot: Não entendi. Tive a maior dificuldade pra saber quando era o personagem falando e quando era o alter-ego dele. Era pra ser sobre programação, mas está mais para psiquiatria essa série. Assisti a 1ª temporada toda.
  • The expanse: Muitos personagens e muitos núcleos. Fiquei perdida! E no final da temporada os enredos vão ficando ainda mais confusos, com todos aqueles nomes e palavras diferentes. Acho que preciso de alguns pontos a mais de QI para continuar com essa série…

 

Mas nem de tudo eu desisto. Aqui estão algumas das séries que eu mais gosto e que consegui assistir até o fim. Da maioria eu gosto tanto a ponto de ter assistido mais de uma vez e saber até alguns diálogos de cor: Black Mirror, Dexter, Friends, Fuller House, House, Jessica Jones, Mindhunter, Sherlock Holmes, Star Trek Discovery, Stranger Things, The Big Bang Theory, The Walking Dead e Vikings.

E você? Costuma desistir logo de cara também ou é mais insistente? Acha que eu deveria tentar ver de novo alguma dessas que citei? Conta para mim aqui nos comentários!

Pessoas que me inspiram

Seja na no modo de levar a maternidade, a vida, ou como gerenciam suas resenhas literárias, eu tenho um rol de pessoas que me inspiram. Diferente dos ídolos, essa pessoas, mulheres, conduzem a vida e realizam seu trabalho de modo que eu me sinto próxima a elas e estão sempre no meu link de favoritos para acesso rápido. Aqui segue minha lista de inspirações para você se inspirar também:

Literatura

Além da Capa (Thaís Inocêncio e Bruno Freitas)

Devaneios de papel (Stephanie Bertram)

Impressões de uma leitora (Maria Luiza)

Juliescreveu (Julie)

Resenhando sonhos (Tamirez)

Livros da Nati (Nati Amend)

Nick Mafra

All about that book (Maíra Sigwalt)

Ariel Bisset

Book Adict (Duda Menezes)

Estante Torta (Camila Guerra)

Ler antes de morrer (Isabela Lubrano)

Literature-se (Mell Ferraz)

Nuvem literária (Ju Cirqueira)

Redemunhando (Natasha Hennemann)

TLT (Tatiana Feltrim)

 

Maternidade

Mãe de 04 (Juliana)

A maternidade (Rafaela Carvalho)

E as criança? (Karol Araújo)

Maezice (Ananda Urias)

Mochilinha e Violão (Luiza Nazareth)

 

Outros assuntos

Juny pelo mundo (Juny e Leo Rios) – Dicas de viagem

Marília não pode parar (Marília liberal) – Vida saudável

Me poupe (Nathália Arcuri) – Finanças

Primeiro Rabisco (Marina Viabone) – Lettering

Hoje, aos 30, ela é melhor que aos 18 (nem Balzac poderia prever)


Aos 18 ela se perguntava o que os outros achavam dela. Hoje ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe, de coração, a te ouvir.
Aos 18, ela assiste a um filme chato com você. Hoje, aos 30, ela arruma outra coisa para fazer, e geralmente coisa mais divertida.

Aos 18, ela tinha várias amigas. Aos 30 ela só tem as melhores.

Aos 18, ela não sabia se vestir, não usava saltos ou batom vermelho. Hoje ela pode sair de jeans e tênis ou de longo e estará linda. Ela sabe que o melhor look é sentir-se bem.

Aos 18, ela não sabia ser mãe. Aos 30 ela continua não sabendo. Mas aprendeu que nenhuma mãe sabe, elas só sentem.

Aos 18, ela achava que Deus estava na igreja. Hoje, aos 30, ela tem certeza de que Ele está lá. E também está dentro dela, no abraço das filhas, no telefonema de sua mãe, no alimento na mesa.

Aos 18, ela não brigava, não falava, não resmungava. Aos 30, ela canta.

Aos 18, ela não saia do próprio mundo. Hoje ela já viajou para outro país, já andou de avião, de barco, de trem; já ficou loira; aprendeu a dirigir, já foi pra balada (e descobriu que prefere Netflix), já fez compras pela internet e dobrou a lista de livros que quer ler.

Aos 18 ela queria ir para a faculdade. Agora ela pensa no mestrado.

Aos 18 ela achava que ainda tinha muito tempo. Aos 30 ela sabe que o tempo é proporcional à importância que você dá aos fatos.

Nem Balzac poderia prever: hoje, aos 30, ela é melhor que aos 18. E vai continuar melhorando…

Chocolate não pode

Nasceu. Linda! Chora muito. (Ela não, você!). Recebe visita, tira foto, dá mamá. Sangue. Remédio. Dor. Mais visita, mais foto, mais mamá. Mais remédio, mais dor. Doem os seios, dói a barriga, doem os pontos, dói o coração de alegria. Alta do hospital: não pode pintar o cabelo, não pode tomar refrigerante, café só uma vez ao dia, não pode comer chocolate. Não pode comer chocolate? Esse vai ser difícil…
Em casa, mais visitas. Ela é linda. Põe para arrotar. Troca a fralda. Marca o pediatra. Teste do pezinho. Mais mamá. Faz xixi na cama. E não pode comer chocolate…
Lava roupa suja. Come sushi, come hambúrguer, come pizza. Tudo frio. Delícia. Visitas. Fotos. “Memória insuficiente”. Mas já? Ela só tem alguns dias de vida! E ainda não pode comer chocolate…
Salto alto. Dormir de bruços. Lente de contato. Bermuda jeans. Já consigo ver meus pés! Que vontade de comer chocolate…
Noites em claro. Choro. Cocô explosivo. Caiu o umbigo. Mais fralda suja. Ensaio newborn. Chora para mamar. Chora para arrotar. Chora pedindo colo. Quer um chocolate?
— Chocolate não pode!
Não pode comer chocolate, mas pode morder uma barriguinha gorducha. Pode babar quando abre um sorrisão. Pode ressuscitar todo repertório de músicas infantis. Pode ouvir o tempo todo “Ela é linda!” Pode alimentá-la com seu próprio leite. Pode tirar milhões de fotos. Pode sonhar acordada com a mulher incrível que ela vai se tornar!
Mesmo que não possa comer chocolate…

O melhor cômodo da casa

O melhor cômodo da casa era onde estivesse meu livro, onde eu me teletransportava para um universo diferente e fictício.

O melhor cômodo da casa foi meu quarto, onde eu tinha um cantinho meu para descansar e refletir.

O melhor cômodo da casa é a cozinha, onde preparamos as refeições e sentamos à mesa juntos para comer.

O melhor cômodo da casa é a sala, modificada para receber a Júlia, mas que antes nos recebe esparramados por sofá, tapete e chão para assistir a um filme.

Pode ser a cozinha, a sala ou até dentro do carro. O melhor cômodo da casa é sempre onde estamos juntos.

A Vanessa precisa

Na terça-feira passada meu marido foi trabalhar e eu estava de folga em casa com as meninas. Na noite anterior eu havia saído para buscá-lo no trabalho (com a minha chave) e, quando voltamos, ele abriu e trancou a casa (com a chave dele). Me arrumei para sair de manhã. Acordei as meninas, elas se arrumaram também e tomamos café. Manhã linda até a hora de sair de casa…

Eu esqueci a minha chave! Dentro do carro, na noite anterior. Estávamos trancadas dentro do apartamento, eu tinha um compromisso para dali meia hora, crianças alimentadas e ansiosas (passariam o dia com a prima) e eu desesperada. O que fazer? O que fazer?

Tive a ideia brilhante: 1. Ligar para o marido e descobrir o telefone da portaria do condomínio; 2. Ligar para a portaria e pedir para alguém vir até a janela da sala; 3. Dar a chave do carro pra pessoa e pedir para ela pegar a chave do apartamento dentro do carro (graças a Deus morar em condomínio!); 4. Nos destrancar e viver feliz para sempre.

Passos 1 e 2 foram cumpridos com maestria. Mas o passo 3 demorou, demorou, demorou. O zelador (único funcionário volante no momento) estava dando manutenção na caixa d’água e demorou a descer para nos ajudar. Só depois de quase 1 hora, conseguimos sair de casa. Resultado: perdi o horário do compromisso e aprendi umas lições.

Coisas que a Vanessa precisa:

1-      Prestar mais atenção: está certo que ser um pouco distraída sempre fez parte do meu charme pessoal, mas os hormônios da gravidez têm potencializado minha desatenção ao extremo. Eu praticamente nos tranquei dentro de casa;

2-      Ser mais paciente: e, principalmente, demonstrar paciência. Crianças só aprendem com o exemplo, e a Clara ficou extremamente inquieta enquanto esperávamos o zelador;

3-      Valorizar mais a minha própria criatividade: fico sempre repetindo que criatividade não é o meu forte, mas quando consegui elaborar um plano do que poderia fazer para me livrar do confinamento, me senti a própria Sherlock. Sério! Foi como se uma lampadinha se acendesse sobre minha cabeça. Nunca valeu tanto a pena os livros policiais que li;

4-      Ser mais organizada: não só por mim, mas pelas meninas também que precisam de uma mãe centrada para ser exemplo;

5-      Dar mais risada: com certeza fui o motivo de riso dos funcionários do condomínio pelo resto do dia. A doida que se trancou dentro de sua própria casa. Eu riria… Muito;

6-      Olhar a janela: houve um momento em que a Clara colocou a Pimenta na janela (ela adora) para olhar lá fora. Aquele rabinho abanando de felicidade, e os gemidos de tristeza quando desceu me fizeram pensar nas pequenas felicidades da vida que não costumamos dar valor no dia a dia. Animais e crianças têm o dom de nos ajudar a lembrar desses momentos. A vista da minha janela é linda e eu quase nunca a aprecio;

7-      Largar o celular. Foram cerca de 50 minutos de espera. Quase 1 hora durante a qual eu não larguei o telefone. Tempo que eu não gastei com outras coisas (tv, livro, computador) porque não sabia quanto iria durar, mas que eu passei colada no celular. Com a Clarinha ali, bem na minha frente implorando por algo que a distraísse da própria impaciência. Com a Laís, no auge do seu desprendimento, colada na tv, assistindo desenho no quarto enquanto esperava;

8-      Anotar o telefone da portaria: imagina a grávida de 7 meses ligando para o marido em pleno expediente para perguntar o número da portaria? O coitado deve ter quase infartado pensando que o bebê estava nascendo;

9-      Fazer uma cópia da chave: sério! Mesmo que eu cumpra todos os itens anteriores (o que eu sei que vai demandar um certo esforço), preciso fazer uma cópia da chave. Só por garantia;

10-   Aprender a lidar com os imprevistos: desmarquei de última hora a massagem que havia agendado e corri o risco de ter que desmarcar uma consulta de pré-Natal, caso não saísse de casa a tempo. E sabe o que aprendi? Que imprevistos acontecem e que devemos estar preparados para lidar com eles. Simples assim!

Eu não sou

Eu não sou o meu carro. Eu sou os caminhos que percorro com ele. Eu sou as meninas brigando no banco de trás. Eu sou as músicas que tocam no rádio. Eu sou o vento que passa pela janela aberta bagunçando os cabelos. Eu sou a falta de prática para fazer baliza. Eu sou a baba de cachorro pingando. Eu sou a necessidade de mais lugares.

Eu não sou meu cabelo. Eu sou o cheiro de shampoo depois do banho. Eu sou as trancinhas que as minhas filhas fazem em mim. Eu sou o baby liss escondido. Eu sou as pontas duplas devido à falta de cuidados. Eu sou a toalha enrolada do jeito que a minha mãe me ensinou.

Eu não sou o meu nome. Eu sou aquela que é fã de borboletas, a que tem medo do escuro e a que diz sempre obrigada. Eu sou a que estuda, mesmo longe da escola; a que adora cantar no chuveiro e a que escreve para não transbordar.

Eu não sou esse corpo. Eu sou os livros que eu leio, as músicas que escuto e os lugares aonde vou. Eu sou Laís, Clara e Júlia. Eu as histórias por trás de cada cicatriz. Eu sou os hematomas de desequilíbrio. Eu sou os pés cansados no salto alto. Eu sou uma alma.

Eu não sou a comida que eu como. Eu sou a neura por chocolate. Eu sou o cheiro do café recém coado. Eu sou o restaurante no qual o garçom me chama pelo nome. Eu sou o “não precisa da minha via do cartão”. Eu sou a tradicional pizza nos aniversários.

Não sou a roupa que eu visto. Eu sou o flerte com o vestido da vitrine. Eu sou a delícia de colocar um chinelo de dedos ao chegar em casa. Eu sou a pele por baixo do uniforme. Eu sou o cheiro do suor no final da tarde. Eu sou a escolha por trás dos brincos, pulseiras e anéis.

Eu não sou a minha casa. Eu sou a procura nas imobiliárias. Eu sou a lavanderia molhada quando a máquina de lavar vaza. Eu sou o vapor no banheiro depois de uma chuveirada. Eu sou a cama bagunçada depois de uma noite bem dormida. Eu sou o quarto com a janela aberta. Eu sou a mesa comprada depois de 10 meses. Eu sou a que escreve…

Aniversário

Nesse final de semana é o aniversário da Laís. Eu adoro aniversários e por isso achei que poderíamos estender a nossa comemoração de sexta a domingo.

Sexta-feira foi o dia do bolo. Nos reunimos na casa dos meus pais para cantar parabéns. As meninas enfeitaram e rechearam o bolo com brigadeiro e beijinho, enquanto na sala eu e meu marido brincávamos com a Helena.

Foi enquanto comíamos na mesa que minha mãe comentou “Tá todo mundo aqui hoje”. E então eu notei: Realmente estavam todos lá. Todas as pessoas que eu mais amo no mundo inteiro reunidas na mesma sala.

Meu pai, patriarca da família, nitidamente satisfeito com aquele bando de mulher tagarelando na cabeça dele. Ele que é minha primeira paixão, meu ídolo e meu exemplo de vida, sentado ali, bem na minha frente.

Minha mãe estava na ponta da mesa. Sempre coruja com as netas e sagaz para qualquer indício de problema com as crias. Ela que sempre cede para a família seu tempo, seu carinho e seu espaço.

Do meu lado direito, Laís. A quase aniversariante. A menina que cedeu brigadeiro em metade do bolo só porque a irmã não gosta de coco. A primogênita que fica encantada com luzes de decoração. A garota doce que não se dá conta que a infância tem fugido dela a cada ano e seus traços de criança vão dando lugar aos de uma moça linda e encantadora.

Na outra ponta da mesa estava a Clara. A comilona. Minha baixinha que ainda não sabe controlar seus impulsos e que todo dia me desafia a ser uma mãe melhor e a tirar o melhor dela. Ela que sempre entende e quase sempre obedece. Ela que tem se rendido ainda mais rápido do que a irmã aos encantos da adolescência.

No sofá estavam minha irmã, com o marido e a filha. Minha irmã caçula que foi minha primeira boneca e agora reacendeu a leveza da família com a Helena. Ela e o marido que formam um casal que merece tudo de melhor nesse mundo. Aqueles 3 juntos que mesmo com pouco tempo de convivência demonstram a maior sintonia e conexão que já vi. Eles estão sempre na mesma página, no mesmo livro, na mesma estante.

Do meu lado esquerdo, aquele em que fica o coração, literalmente, estava meu marido. Com o hálito doce de bolo de chocolate, completamente entrosado com meu sangue, com minha turma. Minha família e eu estamos unidos por laços biológicos, mas meu marido… ah, meu marido… ele quis a mim. Ele é o único dali que teve o poder da escolha. E escolheu a mim. E eu a ele. E eu o amo por isso.

E junto comigo, no meu ventre, minha pequena Júlia. Meu serzinho mais desejado. A pessoinha que ainda não nasceu, mas está aqui comigo o tempo todo me lembrando o quão abençoada eu sou, o quão maravilhosa é a minha vida e o quanto Deus me ama.

Obrigada, pai, por seu meu guia.

Obrigada, mãe, porque eu sei que doeu e dói.

Obrigada, Lalá, porque foi seu aniversário que me proporcionou essa reflexão.

Obrigada, Clara, por (sempre) me alegrar.

Obrigada, Dê, por ter encontrado seu grande amor e ter trazido a Helena pra gente.

Obrigada, Cisco, por ter aceitado fazer parte da minha vida.

Obrigada, Júlia, por ter me escolhido para ser sua mãe.

E obrigada, Deus, porque eu sei que tudo isso era Você lá ontem a noite…