Pessoas que me inspiram

Seja na no modo de levar a maternidade, a vida, ou como gerenciam suas resenhas literárias, eu tenho um rol de pessoas que me inspiram. Diferente dos ídolos, essa pessoas, mulheres, conduzem a vida e realizam seu trabalho de modo que eu me sinto próxima a elas e estão sempre no meu link de favoritos para acesso rápido. Aqui segue minha lista de inspirações para você se inspirar também:

Literatura

Além da Capa (Thaís Inocêncio e Bruno Freitas)

Devaneios de papel (Stephanie Bertram)

Impressões de uma leitora (Maria Luiza)

Juliescreveu (Julie)

Resenhando sonhos (Tamirez)

Livros da Nati (Nati Amend)

Nick Mafra

All about that book (Maíra Sigwalt)

Ariel Bisset

Book Adict (Duda Menezes)

Estante Torta (Camila Guerra)

Ler antes de morrer (Isabela Lubrano)

Literature-se (Mell Ferraz)

Nuvem literária (Ju Cirqueira)

Redemunhando (Natasha Hennemann)

TLT (Tatiana Feltrim)

 

Maternidade

Mãe de 04 (Juliana)

A maternidade (Rafaela Carvalho)

E as criança? (Karol Araújo)

Maezice (Ananda Urias)

Mochilinha e Violão (Luiza Nazareth)

 

Outros assuntos

Juny pelo mundo (Juny e Leo Rios) – Dicas de viagem

Marília não pode parar (Marília liberal) – Vida saudável

Me poupe (Nathália Arcuri) – Finanças

Primeiro Rabisco (Marina Viabone) – Lettering

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As mães

Ana Carolina decidiu engravidar novamente, após perder sua primeira filha.
Bia é mãe de menino e sabe tudo sobre minecraft.
Cíntia é professora e trata seus alunos com o mesmo carinho com que cuida dos filhos.
A filha da Diane tem AME.
Érika decidiu que seu filho não terá berço e dormirá num colchão no chão, seguindo o método Montessori.
Fabiane está grávida e mora num trailler com o marido e os 3 filhos.
Gabriela trabalha fora o dia todo e deixa sua bebê na creche.
Heloisa acabou de descobrir que está grávida de seu primeiro bebê.
Juliana decidiu engravidar novamente depois de 10 anos.
Karol acha que não tem problema dar alimentos industrializados para crianças..
O filho de Luciana dorme num quarto só dele desde que nasceu.
Mari foi presa e apanhou dos policiais com seu filho de 2 meses nos braços.
A filha de Nati só se alimenta de PANCs.
Priscila tem 3 meninos, Rafaela tem 3 meninas.
Sheila decidiu deixar o emprego para cuidar de suas filhas.
Tatiana ficou grávida aos 16, Valéria aos 39.

Você não tem nenhum filho e julga todas elas.

Você tem filhos e “se esquece” do tanto de julgamento que há na maternagem alheia e julga também.

Mais empatia, mais amor. Não importa em qual filosofia elas acreditam, onde moram, quantos filhos ou anos elas têm. Só importa que toda mãe é a melhor que poderia ser, são exatamente o que seus filhos precisam e ninguém está mais capacitado do que elas a decidir sobre a criação de suas crianças. Todo bebê nasce apaixonado pela mãe e toda mãe defenderá sempre com unhas e dentes sua cria.

Em minha sala não há janelas

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Laís e Clara na Janela, em 2012

O sol não entra na minha sala. A luz que existe é produzida artificialmente. Não há penumbras, não há sombras e nem movimentos produzidos pelos brilhos solares.
O calor não sai da minha sala. O ar não circula, o mormaço sufoca, os germes multiplicam-se. Tudo é quente quando lá fora é fresco. Tudo ferve quando lá fora esquenta.
Não tem cheiro na minha sala. Não há brisa, fuligem ou tempestade. Os perfumes não se espalham, o aroma não se expande e o vento nunca me alcança.
E essa sala é meu destino todos os dias. Ela devora um terço do meu dia…
Longe do sol e das sombras, longe da brisa e do frescor, sem vento e sem minhas meninas… minhas janelas!
Em minha sala não há janelas.

Júlia

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JÚ(não tenha pressa de crescer)LIA
JÚ(seu sorriso banguela me encanta)LIA
JÚ(tempo, seu vigarista, passe mais devagar)LIA
JÚ(vou chorar de saudades quando vir suas fotos de bebê)LIA
JÚ(sempre vou achar que poderia ter aproveitado mais)LIA
JÚ(seja sempre a melhor versão de si mesma)LIA
JÚ(não tenha medo de crescer)LIA
JÚ(você sempre será meu bebê)LIA

Pequenas conquistas

Foram dezenas de alunos competindo! A maioria deles mais velhos e mesmo assim ela conseguiu.

Cada professor fez uma prova eliminatória em sala de aula e todos os alunos do 5º ao 8º ano (de 10 até 13 anos de idade) foram submetidos a uma avaliação matemática com exercícios de adição, subtração, multiplicação e divisão. O objetivo era selecionar um aluno que fosse o mais rápido e eficaz na resolução das operações para a competição Matemática Vanguarda.

Clara e a mamãe - Matemática Vanguarda

Clara e eu brincando de selfie com a varinha de Harry Potter que ela fez para mim

Ela só tem 10 anos e estava fazendo o teste pela primeira vez. Na primeira prova, acertou 85% dos exercícios e foi classificada para um segundo teste. Neste, acertou 95% das questões e teve o melhor desempenho da sua turma. Os 2 melhores alunos de cada sala iriam fazer um terceiro teste no qual todos competiriam de igual para igual.

Mais de 20 candidatos foram selecionados e fizeram a última prova. Ela ficou em 2º lugar. Na frente de diversos alunos mais velhos e com anos a mais de estudos do que ela. Ela achou o resultado “normal”. A mãe dela surtou de alegria!

É muito fácil valorizarmos as conquistas das crianças quando são pequenininhas: a primeira palavra, os primeiros passinhos, a primeira noite inteira dormida. Porém, conforme eles vão crescendo, as pequenas vitórias do dia a dia vão ficando menos frequentes. Mas isso não significa que são menos importantes.

Aliás, é o contrário. Justamente por haver menos momentos marcantes em nossa vida conforme vamos crescendo é que cada conquista deve ser comemorada, e exaltada, e elogiada, e fotografada! Assim como fazemos com os bebês!

Clara - Matemática Vanguarda

Clara, 10 anos, fazendo pose de intelectual

Então, esta, Clara, é a minha pequena homenagem à minha pequena notável! Parabéns pelo desempenho no teste! Você não ganhou uma faixa comemorativa com seu nome e foto da escola, mas te dou divulgação pública aqui, pela conquista, pelo esforço, pela naturalidade de achar que não foi nada de mais. Que todas as crianças possam ter suas conquistas celebradas pela família, seja com alguns meses de vida, seja depois dos 18 anos…

Para educar crianças feministas

Aqui estão os pontos principais do livro “Para educar crianças feministas”, da autora Chimamanda Ngozi Adichie. Ela escreveu esse texto, em formato de carta, para uma amiga cuja filha havia acabado de nascer. São conselhos e dicas de como educar crianças (meninos e meninas) feministas nos dias de hoje:

  1. Seja uma pessoa completa. Antes de ser mãe, você é mulher. Não se limite pela maternidade, tenha hobbys, cuide de você mesma. Só estando bem consigo mesma, você conseguirá estar plena para seu filho;
  2. Inclua o pai na criação do filho. Ele deve fazer tudo o que a biologia permite – ou seja, tudo, menos amamentar;
  3. Nunca diga à criança para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina” ou “porque isso não é coisa de homem”. Esses argumentos nunca serão razão para nada. Jamais;
  4. Ensine-a que não existe Feminismo Leve: ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não;
  5. Ensine-a a ler. Ensine o gosto pelos livros. A melhor maneira é pelo exemplo;
  6. Ensine-a a questionar a linguagem, pois é nela que está depositada os nossos preconceitos, crenças infundadas e pressupostos sem embasamento;
  7. Nunca fale de casamento como uma realização. Encontre formas de deixar claro que o matrimônio não é uma realização nem algo a que ela deva aspirar. Um casamento pode ser feliz ou infeliz, mas não é uma realização;
  8. Ensine-a a não se preocupar em agradar aos outros. Em vez disso, ensine-a a ser honesta, bondosa e corajosa. Incentive-a a expor suas opiniões, dizer o que sente, a falar com sinceridade. E lembre-se de elogiá-la quando ela agir assim, principalmente quando ela tomar uma posição que é difícil ou impopular, mas que é a posição sincera dela;
  9. Dê a ela um senso de identidade. Faça com que ela, ao crescer, se orgulhe de ser, entre outras coisas, uma mulher brasileira. Ensine-a a abraçar as partes bonitas da cultura e ensine-a a rejeitar as que não são;
  10. Esteja atenta às atividades relacionadas à aparência dela e não deixe que ela se limite a elas;
  11. Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como “razão” para normas sociais em nossa cultura;
  12. Converse com ela sobre sexo desde cedo. Provavelmente será um pouco constrangedor, mas é necessário;
  13. Dê apoio aos romances. Eles inevitavelmente irão acontecer;
  14. Ao lhe ensinar sobre opressão, tenha o cuidado de não converter os oprimidos em santos;
  15. Ensine-a sobre a diferença, tornando-a algo comum. E isso não para ser justa ou boazinha, mas simplesmente para ser humana e prática.

Laís de cordel


Vou contar uma história

Da menina Laís

Ela é barrigudinha

E mesmo assim é feliz

Come muito chocolate

E sempre pede bis

Ela é muito criativa

E adora fazer arte

Cola, papel e tesoura

Tudo da sua vida faz parte

Mesmo quando está triste

Um carinho ela reparte

Suas bochechas são gorduchas

E sua pele é bem branquinha

Ela gosta de ouvir música

E desenhar muitas roupinhas

Come muita melancia,

Mas cospe fora as sementinhas

Ela é muito vaidosa

Na cabeça usa sempre tiara

Mas do que ela gosta mesmo

É de implicar com a irmã Clara

Está sempre muito cheirosa

Sair sem batom é coisa rara

Às vezes, é preguiçosa

Com a voz muito sedutora

Diz que quando crescer

De artes vai ser professora

Com a cabeça sempre nas nuvens

Nunca deixa de ser sonhadora

Da água ela gosta,

Piscina, chuveiro ou mar

Chuva ou bolhas de sabão

Tudo serve pra brincar

Só não brinca na hora de sentir

Vive aprendendo a amar

Clara cordelista


​Vou te contar uma história

De uma menina barriguda

Ela tem 2 irmãs

E nenhuma é nariguda

Muito embora, às vezes,

Elas sejam liguarudas

O nome dela é Clara

E ela adora perguntar

Por que a nuvem chora?

Onde acaba o mar?

Quantos anos tem o papa?

O que significa amar?

Seus cabelos são escuros

E seus olhos curiosos

Ela ronca quando dorme

E seus sonhos são medrosos

Mas assim que ela acorda

Ganha focos corajosos

Ela tem muitas amigas

E adora os animais

Não dispensa a Netflix

E vê vídeos no YouTube bem legais

Quer ser médica quando grande

Pra ajudar o mundo cada vez mais

Está sempre ansiosa

Pra saber sobre o futuro

Ela tem pressa de viver

Quer atravessar todos os muros

Nunca deixa de lutar

Mesmo tendo medo do escuro

Muitos doces ela come

Mas também vive agitada

Vai sempre bem na escola

Nunca erra a tabuada

Apesar de tagarela

Ela é muito amada

1 mês

Hoje faz 1 mês que cheguei nesse mundo e já tem muita coisa que eu aprendi.

Sei que a mamãe tem sempre um mamá quentinho para me dar.

Aprendi que o melhor lugar para dormir é de bruços no peito do papai.

Descobri que pimenta é um condimento, mas também é o nome da nossa cachorrinha.

Já sei que minhas irmãs adoram me levar para dar uma voltinha pela casa.

Em 1 mês eu aprendi que a voz da mamãe é linda quando ela canta, que os braços do papai são os melhores na hora do banho, que minhas roupas estão limpas e arrumadas graças às minhas irmãzinhas e que meu bercinho é uma delícia para dormir

Nesse meu primeiro mês eu descobri que sempre vem alguém me pegar no colo quando eu choro, que quando as luzes se apagam eu devo dormir e que lá fora tudo é muito ensolarado.

Agora eu sei que minhas bochechas são muito apertáveis, que minha barriguinha é muito beijável e que tomar banho de banheira é uma delícia.

Eu aprendi que as pessoas têm cheiro e voz diferentes, mas todas me pegam no colo com o mesmo carinho.

Eu aprendi que quando eu sorrio todos ficam encantados, mas quando eu choro ninguém fica bravo comigo e todos me ajudam a me acalmar.

Aprendi que 1 mês é bastante tempo, mas é tambem só o começo: ainda tenho tempo para aprender muita coisa…

Chocolate não pode

Nasceu. Linda! Chora muito. (Ela não, você!). Recebe visita, tira foto, dá mamá. Sangue. Remédio. Dor. Mais visita, mais foto, mais mamá. Mais remédio, mais dor. Doem os seios, dói a barriga, doem os pontos, dói o coração de alegria. Alta do hospital: não pode pintar o cabelo, não pode tomar refrigerante, café só uma vez ao dia, não pode comer chocolate. Não pode comer chocolate? Esse vai ser difícil…
Em casa, mais visitas. Ela é linda. Põe para arrotar. Troca a fralda. Marca o pediatra. Teste do pezinho. Mais mamá. Faz xixi na cama. E não pode comer chocolate…
Lava roupa suja. Come sushi, come hambúrguer, come pizza. Tudo frio. Delícia. Visitas. Fotos. “Memória insuficiente”. Mas já? Ela só tem alguns dias de vida! E ainda não pode comer chocolate…
Salto alto. Dormir de bruços. Lente de contato. Bermuda jeans. Já consigo ver meus pés! Que vontade de comer chocolate…
Noites em claro. Choro. Cocô explosivo. Caiu o umbigo. Mais fralda suja. Ensaio newborn. Chora para mamar. Chora para arrotar. Chora pedindo colo. Quer um chocolate?
— Chocolate não pode!
Não pode comer chocolate, mas pode morder uma barriguinha gorducha. Pode babar quando abre um sorrisão. Pode ressuscitar todo repertório de músicas infantis. Pode ouvir o tempo todo “Ela é linda!” Pode alimentá-la com seu próprio leite. Pode tirar milhões de fotos. Pode sonhar acordada com a mulher incrível que ela vai se tornar!
Mesmo que não possa comer chocolate…