Desejados

Amanhã é meu aniversário! Eu adoro aniversários! E adoro livros! Por isso hoje, ao invés de compartilhar com vocês os livros que já li, decidi contar quais os livros eu quero ler:

      Mulheres Perigosas (George R R Marti, Petê Rissatti): “Editada por George R. R. Martin, esta antologia traz 21 histórias inéditas sobre magia, ciúme, ambição, traição e rebeldia para Joana D’Arc nenhuma botar defeito. Esqueça o estereótipo de mulheres vítimas e heróis másculos enfrentando sozinhos qualquer perigo. Aqui você irá encontrar mulheres guerreiras, intrépidas pilotas, destemidas astronautas, perversas assassinas, heroínas formidáveis, sedutoras incorrigíveis e muito mais.”

Fonte: https://www.amazon.com.br/dp/8544104800/_encoding=UTF8?coliid=IGJ6WATFFZMOM&colid=FPFQ7KWXXV6F&psc=0

      Cosmos (Carl Sagan): “Escrito por um dos maiores divulgadores de ciência do século XX, Cosmos retraça 14 bilhões de anos de evolução cósmica, explorando tópicos como a origem da vida, o cérebro humano, hieróglifos egípcios, missões espaciais, a morte do sol, a evolução das galáxias e as forças e indivíduos que ajudaram a moldar a ciência moderna. Numa prosa transparente, Carl Sagan revela os segredos do planeta azul habitado por uma forma de vida que apenas começa a descobrir sua própria identidade e a se aventurar no vasto oceano do espaço sideral.”

Fonte: https://www.amazon.com.br/dp/8535929886/_encoding=UTF8?coliid=IDDMKB5SUNGJ8&colid=FPFQ7KWXXV6F&psc=0

      A cor púrpura (Alice Walker): Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

Fonte: https://www.amazon.com.br/dp/8503010313/_encoding=UTF8?coliid=I3KC5FHOIPYMWH&colid=FPFQ7KWXXV6F&psc=0

      A longa viagem a um pequeno planeta hostil (Backy Chambers): “Um dos motivos do sucesso de A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica. Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.”

Fonte: https://www.amazon.com.br/dp/8594540507/_encoding=UTF8?coliid=I31JKGEWR6IQKG&colid=FPFQ7KWXXV6F&psc=0

      Vulgo Grace (Margaret Atwood): “Inspirado num caso real, Vulgo Grace conta a trajetória de Grace Marks, uma criada condenada à prisão perpétua por ter ajudado a assassinar o patrão e a governanta da casa onde trabalhava, na Toronto do século XIX. Com uma narrativa repleta de sutilezas que revelam um pouco da personalidade e do passado da personagem, estimulando o leitor a formar sua própria opinião sobre ela, Atwood guarda as respostas definitivas para o fim. Afinal, o que teria levado Grace Marks a cometer o crime? Ou será que ela estaria sendo vitima de uma injustiça?”

Fonte: https://www.amazon.com.br/dp/8532523536/_encoding=UTF8?coliid=I23SGWGIR8EVF6&colid=FPFQ7KWXXV6F&psc=0

 

Anúncios

Livros lidos em Janeiro de 2018

Primeiras leituras do ano concluídas com sucesso! Esse mês fiz 6 leituras das quais gostei muito! Foram 3 releituras :O e 3 livros novos. Confere aqui comigo um pouco de cada um:

IMG_20180102_220358      A Seleção (Kiera Cass): Foi simplesmente incrível poder reler e me reapaixonar por essa séria. Embora eu tenha lido há apenas 3 anos, a história me conquistou de tal forma que eu não tirava os personagens e o mundo distópico dela da cabeça. Conhecer Illéa e América Singer foi uma das melhores vantagens que os livros me trouxeram. Esta série está entre as minha favoritas da vida, ao lado de Jogos Vorazes e Millenium.

      O cão dos Baskerville (Sir Arthur Conan Doyle): Talvez um dos livros mais famosos de Sherlock Holmes, este romance traz um caso complicado, cheio de subtramas e que o nosso detetive mais querido consegue solucionar mesmo assim. Havia lido ainda na escola esse livro e não me lembrava de quase nada da história. Vale ressaltar que o episódio da série Sherlock Holmes da Netflix que retrata esse livro é um dos melhores!

      O papel de parede amarelo (Charlote Perkins Gilman): É angustiante entrar na cabeça da personagem principal e testemunhar seus pensamentos. O modo como ela vivia e o drama que ela passa nesse conto faz com que ele seja considerado um clássico da literatura feminista. Recomendo a todos!

      Uma curva no tempo (Dani Atkins): Esse livro é um romance bem delicado e triste, devo dizer. Ele arrasou com meu coração. Mas isso não quer dizer que não gostei, pelo contrário. Com um ritmo de leitura muito fluído, a autora consegue conquistar o leitor já nas primeiras páginas e é difícil querer largá-lo antes do fim. Recomendo para quem gosta de romance adocicados.

      O beijo traiçoeiro (Erin Beaty): Essa foi a melhor leitura do mês, definitivamente! Num mundo de fantasia com um clima muito semelhante ao de um romance de época, conhecemos a história de Sage Fowler, uma garota órfã que está aperfeiçoando sua capacidade de “ler” os sentimentos e intenções das outras pessoas. Descrito como um romance de Jane Austen com espionagem, o enredo me conquistou do começo ao fim e digo: A melhor cena de beijo que eu jamais li! Simplesmente apaixonante!

P_20180131_192446_vHDR_Auto      Harry Potter e a Câmara Secreta (J. K. Rowling): Reler a série Harry Potter é uma das minhas metas desse ano. Este é um dos livros que eu menos gosto, mas mesmo assim, Harry Potter é Harry Potter, né? Devorei as páginas e agora mal posso esperar pelo Prisioneiro de Azkaban!

E você já leu algum desses? Como foram suas leituras de janeiro? Conta para mim aqui nos comentário!

Eu sou uma desistente em série

Ou seria desistente de séries?

Já tenho notado há algum tempo que eu não termino grande parte das séries que assisto. Algumas eu paro logo no 2º episódio, outras eu desisto mesmo depois de 5 temporadas. O lance é que a grande dificuldade que sinto em abandonar um livro (tanta que me leva a escrever para desabafar, como fiz AQUI), eu não sinto nem um pouco com séries de televisão.

Toda vez que começo a achar uma série ou, até mesmo, filme chatos, fico pensando na quantidade de páginas de livros maravilhosos que eu poderia estar lendo ao invés de perder meu tempo assistindo aquilo. Com livros eu sou um pouco mais insistente, mas com programas de TV que não prendem minha atenção, pouquíssimos são os argumentos que me convencem a voltar a assistir.

Aqui está uma lista de séries que eu abandonei e o porquê. Será que você consegue me convencer a dar uma segunda chance a alguma delas?

  • Orange is the new black, 5ª temporada: uma temporada inteira sobre uma única rebelião! É sério isso, gente? Como podem fazer uma temporada com 13 episódios de 55 minutos sobre uma rebelião que aconteceu em algumas poucas horas? Tem alguma coisa de errado nisso, não tem?
  • Demolidor, 2º temporada: Como é que eu consegui assistir a primeira temporada inteira é um mistério para mim. Tédio!
  • Justiceiro: O primeiro episódio é muito chato e sem graça. E é o melhor dos 4 primeiros que vi. Sério! O cara teve a família toda assassinada e nem assim eu consegui sentir empatia por ele…
  • O conto da aia: Acho que pessoa mais empolgada que eu para assistir essa série não tem, mas não sei porque não consigo assistir o segundo episódio (e os demais) de jeito nenhum. Achei meio monótono o primeiro, embora o livro tenha sido uma das minhas melhores leituras do ano passado.
  • 13 reasons why: Como é que uma série tão sem graça dessas conseguiu um hype tão grande é um gigantesco enigma pra mim. O livro é meio sem gracinha e inova apenas pelo retorno da temática. Mas a série é muito enrolada e ainda dizem que terá uma segunda temporada. Por que, gente? Por que?
  • Santa Clarita Diet: Até que estava boazinha, mas acho que enjoei de zumbi e ainda não entendi que tipo de humor é esse. Só entendi que não é do tipo que eu acho graça, isso, com certeza!
  • Once upon a time: eles nunca vão conseguir chegar no Felizes para Sempre??
  • Gilmore Girls: acho que estou muito velha para me empolgar e identificar com a Rory. Consegi chegar só até o 8º episódio da 1ª temporada e foi com muito esforço!
  • Narcos: Deus me dibre tentar ver mais algum episódio disso. Vi só uns 3, eu acho.
  • Breaking Bad: A primeira temporada eu amei! Da segunda não consigo passar…
  • Supernatural: Já desisti no 3º episódio. Coisa mais chata!
  • Arquivo X: Vi quase metade da 1ª temporada. Queria ter continuado, porque adoro da temática, mas simplesmente não assisti mais nenhum episódio e nem sei porque…
  • Mr. Robot: Não entendi. Tive a maior dificuldade pra saber quando era o personagem falando e quando era o alter-ego dele. Era pra ser sobre programação, mas está mais para psiquiatria essa série. Assisti a 1ª temporada toda.
  • The expanse: Muitos personagens e muitos núcleos. Fiquei perdida! E no final da temporada os enredos vão ficando ainda mais confusos, com todos aqueles nomes e palavras diferentes. Acho que preciso de alguns pontos a mais de QI para continuar com essa série…

 

Mas nem de tudo eu desisto. Aqui estão algumas das séries que eu mais gosto e que consegui assistir até o fim. Da maioria eu gosto tanto a ponto de ter assistido mais de uma vez e saber até alguns diálogos de cor: Black Mirror, Dexter, Friends, Fuller House, House, Jessica Jones, Mindhunter, Sherlock Holmes, Star Trek Discovery, Stranger Things, The Big Bang Theory, The Walking Dead e Vikings.

E você? Costuma desistir logo de cara também ou é mais insistente? Acha que eu deveria tentar ver de novo alguma dessas que citei? Conta para mim aqui nos comentários!

[RESENHA] Fim

O livro Fim foi escrito pela atriz Fernanda Torres e publicado em 2013, pela Companhia das Letras.
Acredito que esse livro possa ser classificado como comédia, embora ele leve o leitor a fazer algumas reflexões bem profundas, especialmente no que diz respeito à velhice, à morte, à brevidade da vida, entre outras coisas.

      O público brasileiro acostumou-se a ver Fernanda Torres no cinema, no teatro ou na televisão. Em filmes premiados, novelas ou séries globais, ela se firmou como uma das mais versáteis atrizes brasileiras, capaz de atuar num arco dramático que vai da comédia escrachada ao denso drama psicológico. Recentemente, Fernanda começou a atuar na imprensa, em colunas do jornal Folha de S. Paulo, na Veja Rio e em colaborações para a revista Piauí. Com Fim, seu primeiro romance, ela consolida sua transição para o universo das letras e mostra que nesse âmbito é uma artista tão completa quanto no palco ou diante das câmeras. O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias inibições, arrependimentos. Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de drogas e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou uma sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos, mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes.

Esse livro me surpreendeu muito! E positivamente! É uma trama completamente original (pelo menos para mim), pois conta a história de 5 amigos já no fim de suas vidas. Fernanda Torres narra como foi a vida e, especialmente, a morte desse grupo de amigos cariocas que possuem tão poucas coisas em comum e mesmo assim mantêm a vínculo da amizade até o final. O texto é muito bem escrito, com uma linguagem leve e descontraída, mesmo ao falar de um tema tão pesado quanto a morte. Embora seja basicamente um livro de memórias, o conteúdo descritivo é de muita qualidade, pois às vezes em que a autora narra uma caminhada pela orla de Copacabana, por exemplo, quase dá para sentir o cheirinho do mar…
Os narradores se alternam conforme o amigo que está contando a história, começando por Álvaro, o último a morrer, e terminando com o Padre Graça, que não faz parte do grupo de amigos, mas, coincidentemente fez o velório de todos eles.
Os personagens são do tipo mais variado: Álvaro vive sozinho, depois de se divorciar, e é o típico reclamão nato. Ele tem medo da vida e ao mesmo tempo não quer morrer. Embora o livro narre alguns casamentos com infidelidade e desrespeito, o que não é o caso de Álvaro, acredito que a ex-esposa dele foi a que mais sofreu no livro, por estar unida a um homem apático, chato e sem ambições.
Aliás, as personagens secundárias do livro, em sua maioria mulheres, são as mais bacanas, na minha opinião. Mulheres fortes e destemidas, que vão atrás do que querem em oposição aos homens que ficam reclamando e vendo a vida passar, todos eles!
Sílvio é o cara que não quis crescer. Preso numa eterna adolescência, ele se força a momentos extenuantes com muitas drogas, sexo e bebidas, apenas para manter o status de cara que não se importa com nada e não quer vínculos. Ribeiro é um atleta, apaixonado pela mulher do amigo, gosta de sair com garotas mais novas e a cena de sua morte é a síntese da tragicomédia, gostei bastante. Neto é um marido apaixonado que tem delírios com a esposa após a morte dela e não entende como seus amigos conseguem viver sem uma companheira ao seu lado. E Ciro tem tudo: a melhor mulher, o melhor emprego, o filho mais lindo, e mesmo assim encontra-se insatisfeito com a vida e sai em busca daquele “quê” que sente falta, sem nem saber exatamente o que está procurando. Ele é o primeiro dos cinco a morrer.
O livro faz rir inúmeras vezes e refletir outras tantas. Fernanda Torres, com esse romance de estreia, me fez lembrar muito dos textos de Luís Fernando Veríssimo dos quais eu tanto gosto.
A autora, atriz consagrada, estreou na literatura com grande estilo e segue produzindo obras que causam cada vez mais burburinho no mundo editorial. Recomendo este livro a todos que são fãs da atriz, aos que adoram comédia, aos que apreciam a boa literatura nacional e aos que ficaram curiosos com essa resenha, especialmente!

[RESENHA] Reparação

Escrito por Ian McEwan e publicado pela Editora Companhia das Letras, em 2001, Reparação já é considerado um dos 100 maiores romances de língua inglesa do último século. E isso não é pouca coisa! Concordo plenamente que o livro deveria fazer parte dessa lista.

      O premiado escritor Ian McEwan arma em “Reparação” uma trama fascinante em torno de Briony Tallis, pré-adolescente que nutre a ambição de se tornar escritora. No dia mais quente do verão de 1935, numa casa de campo da Inglaterra, Briony vê pela janela uma cena incompreensível: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, filho da arrumadeira da família, despe a saia e a blusa para mergulhar, de calcinha e sutiã, na fonte do quintal. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a aprendiz de romancista, movida por uma imaginação fértil, comete um crime que marcará o futuro de toda a família – e Briony passará o resto da vida tentando desfazer o mal que causou. Além da questão da culpa e do perdão, o leitor perceberá, retrospectivamente, que estavam em jogo ao longo de toda a obra também a relação entre ética e estética e uma reflexão sofisticada sobre a natureza da literatura, seus poderes e limitações.

Briony é aquela personagem que você ama odiar, Cecília é a mocinha mais antipática dos romances de época, e Robbie é o galã mais apático pelo qual me encantei. E são esses três que compõem o enredo de um dos melhores romances que já li na vida.

Reparação é um romance dividido em três partes que acompanha a família Tallis e o romance entre Cee e Robbie. O enredo é completamente original e o final é inusitado e inédito. A trama é muito bem amarrada, não há inconsistências e o autor desenvolve um complexo processo de metalinguagem na narrativa. O estilo de escrita é vitoriano, embora a história se passe durante a Segunda Guerra Mundial, McEwan é muito descritivo, mas faz isso na medida certa para não tornar o texto cansativo, pelo contrário. É a qualidade da linguagem do autor um dos grandes trunfos desse livro genial. Uma das técnicas usadas pelo autor é a narrativa do mesmo fato sob o ponto de vista de diferentes personagens. Essa técnica foi utilizada para reforçar as informações do narrador de que os fatos ocorreram exatamente daquele modo como ele narrou da primeira vez.

Os personagens definitivamente não são do tipo que nos fazem torcer por eles (a exceção de Robbie, talvez), mas o contexto e a história que os envolvem é que despertam identificação com eles. São vítimas das situações e joguetes do destino e essa, mais uma vez, é uma das melhores características da história.

A edição da Companhia das Letras é diagramada com uma fonte pequena, que pode ser cansativa às vezes, mas as páginas amareladas cumprem bem o seu papel de trazer mais conforto a leitura. A capa do livro, com uma cena do filme, não me agradou muito, mas ouvi várias pessoas comentando que adoraram.

Repito aqui que a linguagem do autor e seu brilhante final é o que tornam esta obra uma das mais belas que li e, com certeza, seu final agridoce não será esquecido por mim.

Ian McEwan se inspira na escrita de Jane Austen para escrever esta obra (o que deu muito certo, na minha opinião) e até usa uma citação da autora no início do livro. Ao trazer para a história a questão do autor que brinca de ser deus, McEwan traz ao leitor questionamentos que não se faz em qualquer romance. Não é à toa que a trama virou roteiro e foi adaptado para os cinemas em 2007, dirigido por Joe Wright, o mesmo diretor de Orgulho e Preconceito.

Recomendo este livro a todos, leitores ávidos ou esporádicos, amantes de um bom romance, ou de um grande suspense, que admiram a arte da escrita ou gostam de bons filmes, que queiram se apaixonar por um grande escritor, ou estejam a fim de a apenas odiar uma vilã das boas. Enfim, a todos, apenas leiam Ian Mc Ewan, o autor que conseguiu colocar seu nome na minha lista negra e no meu coração ao mesmo tempo!

Projetos e metas literárias para 2018

Hoje vim compartilhar quais são minhas metas e projetos literários para 2018. Um dos meus objetivos esse ano é ler 5 livros por mês, totalizando 60 livros ao ano. Mas não vou me prender a números, o importante fazer leituras de qualidade e que me dão prazer! Por isso, quero muito realizar/participar dos projetos abaixo:

Relendo Harry Potter

O primeiro projeto que quero realizar é a releitura da série Harry Potter, uma vez que já faz mais de uma década que não me encontro com esses personagens tão queridos para mim. Em 2017 reli A pedra filosofal e agora vou continuar com os outros livros da série. Não estabeleci nenhum cronograma, mas pretendo ler 1 livro por bimestre.

Lendo Sherlock Holmes

Comecei ano passado esse projeto, como já contei aqui, e agora estou na metade dele. A leitura de todas as obras de Sherlock Holmes vai terminar em Setembro e já estou ansiosa para concluir! Adoro esse personagem e as histórias são maravilhosas!

Piquenique literário

Em 2017, o Piquenique literário me rendeu 7 ótimas leituras e tenho certeza de que esse ano não será diferente. Quero participar todos os meses dessa vez, pois os livros escolhidos para as leituras conjuntas são obras que normalmente eu não escolheria para ler por espontânea vontade e são justamente essas que me tiram da minha zona de conforto literária e expandem minha visão. A leitura de janeiro já está em andamento e é o livro Vozes de Tchenóbil, a história oral do desastre nuclear, da vencedora do Prêmio Nobel de literatura de 2015, Svetlana Aleksiévitch.

O grande desafio do Culto Booktuber

Esse é um projeto que decidi participar, pois ele me ajudará com um outro projeto pessoal. O Desafio consiste numa TBR Jar com 30 categorias para serem cumpridas no seu ritmo (para saber mais, acesse aqui o link para o grupo no facebook). Eu estabeleci como meta pessoal ler os livros que eu tenho encalhados na estante e determinei um ou mais livros para cada categoria desse desafio, assim eu poderei cumprir a minha meta e ao mesmo tempo participar do desafio sem ter que comprar mais livros. Para o primeiro desafio eu sorteei “Ler um livro emprestado ou que ganhou de presente”, e para essa categoria vou ler A mais bela de todas, da Serena Valentino, que minha irmã me emprestou ano passado. Consegui achar, entre os livros que tenho na estante, opção para 24 das 30 categorias, e espero conseguir ler 2 por mês.

E você? Já tem planos para 2018?

Retrospectiva literária 2017

Em 2017, foram 58 leituras concluídas. Destes, 28 são livros físicos e 30 ebooks. Fiz apenas 9 resenhas aqui para o blog, mas pretendo fazer muitas mais em 2018 (já tem uma prontinha para Janeiro).

Os gêneros que mais li foram Romance (11 livros) e Não-ficção (7 livros). E passei por obras de 11 países, sendo os mais frequentes EUA, Brasil e Inglaterra, mas também li Japão, Nigéria, Coréia do Norte, Itália, Índia, Canadá, França e Portugal.

Foram 38 livros escritos por mulheres e 24 por homens. E os autores que mais li foram 2 mulheres: Chimamanda Ngozi Adichie e JK Rowling, com 3 livros cada.

 

Agora, as obras que foram destaque no ano:

Os piores livros: A outra face, de Sidney Sheldon, e Vida e Morte, da Stephenie Meyer;

Os livros que entraram para a lista de favoritos da vida: Turma da Mônica – Lições, de Vitor e Lu Cafaggi; Animais fantásticos e onde habitam – roteiro, da JK Rowling; O conto da aia, da Margareth Atwood; Para educar crianças feministas, da Chimamanda Ngozi Adichi; e Reparação, do Ian McEwan;

Os livros que li para o Piquenique Literário: O senhor das moscas, do Willian Golding; Presos que menstruam, da Nana Queiroz; Hibisco Roxo, da Chimamanda Ngozi Adichi; Para poder viver, da Yeonmi Park; O conto da aia; O sorriso da hiena, do Gustavo Ávila; e Reparação;

O menor livro: Sejamos todos feministas, da Chimamanda Ngozi Adichi, com 62 páginas);

O maior livro: Outlander – a viajante do tempo, da Diana Gabalton, com 799 páginas;

O primeiro livro para uma leitura em grupo: O senhor das moscas, para o Piquenique Literário;

A única releitura: Harry Potter e a pedra filosofal, da JK Rowling;

O livro que li mais rápido: Os 13 porquês, do Jay Asher;

O mais bonito da estante: Histórias de ninar para garotas rebeldes, de Elena Favilli e Francesca Cavallo;

O que mais me fez chorar: O castelo de vidro, de Jeannette Walls;

O que mais me fez rir: Fim, da Fernanda Torres.

 

Os 10 (11) melhores livros do ano, em ordem alfabética:

  • Animais fantásticos e onde habitam – Roteiro
  • Ecos, da Pam Munoz Ryan
  • Histórias de Ninar para garotas rebeldes
  • O castelo de vidro
  • O ceifador, de Neal Shusterman
  • O conto da aia
  • Outlander – a viajante do tempo
  • Reparação
  • Sejamos todos feministas + Para educar crianças feministas
  • Turma da Mônica – Lições

Livros lidos em Dezembro/2017

Últimas leituras do ano! Esse mês, impulsionada pela #maratonadezembrina proposta pela Natasha do canal Redemunhando, eu consegui emplacar 8 leituras. Confere aqui comigo um pouco de cada uma:

      Amor à moda antiga (Fabrício Carpinejar): Esse livrinho lindo é daqueles que são pequenos, mas dizem tudo! Separei uma dezena de versos que ficarão guardados sempre comigo e que, na minha opinião, traduzem o amor real, no cotidiano, como ele é; e não como costuma ser retratado nos contos de fadas. Os poemas são todos batidos à máquina (daí o nome do livro) e um dos que eu mais gostei é esse:

“Confio em casa
Com assoalho
Para ouvir passos.
Confio em casa
Com porão
Para guardar o passado
Confio em casa
Com cachorro
Para acordar relógios parados
Confio em casa
Com criança
E objetos quebrados.
 
Casa com duas pessoas,
Não importa o tamanho,
Será apenas quarto.”

      Fim (Fernanda Torres): Fernanda Torres é genial. Ler esse livro é como ouvi-la contando uma história. Uma história que, como não poderia deixar de ser, é muito engraçada. Me lembrei muito dos textos do Luís Fernando Veríssimo lendo esse livro, provavelmente pelo toque de humor da autora. Agora a atriz/escritora lançou um novo livro chamado “A Glória e o seu cortejo de horrores” que também parece ser muito interessante!

      Topless (Martha Medeiros): É um livro que reúne crônicas da Martha Medeiros já anteriormente publicadas. Gosto muito desse gênero e da escrita da Martha, sendo assim, quase todo ano leio um livro dela. Esse possui alguns textos que não envelheceram bem, no meu ponto de vista, mas a maioria é maravilhosa, com apontamentos de nuances extraordinários do dia-a-dia que não percebemos na correria da rotina e reflexões de uma mulher na sociedade contemporânea. Adoro!

      Pá de cal (Gustavo Ávila): Esse não é um livro, mas um conto que o Gustavo Ávila escreveu enquanto aguardava a publicação de seu livro O Sorriso da Hiena. Ele ficou por uns dias gratuito na Amazon e eu adquiri para ler no aplicativo do Kindle pelo celular mesmo. É uma história com uma premissa bem legal, assim como o livro do autor, mas que poderia ter a resolução melhor desenvolvida.

      Sempre vivemos no castelo (Shirley Jackson): Seu estava muito ansiosa para ler esse livro, pois a sinopse é interessantíssima e vi uma resenha que me instigou ainda mais. Ganhei de amigo-secreto no Piquenique literário e na capa consta a informação de que é a primeira vez que a autora é publicada no Brasil e que esse livro é um clássico norte-americano que tem sido lido nas escolas dos EUA. Imaginei um final bem diferente para a história, mas fiquei extremamente contente com a leitura, pois o livro é um suspense pincelado com terror e, como sou bem medrosa, gostei de ter tido um contato quase que homeopático com esse gênero. Definitivamente, um presente que valeu a pena. Obrigada, Miriele! ❤

      60 dias de neblina (Rafaela Carvalho): Acompanho a Rafaela diariamente pelo Instagram e confesso que sou super fã do trabalho dela, tanto com as palavras quanto com a maternagem. Quando vi que ela ia lançar um livro com alguns dos textos maravilhosos que ela escreve, não resisti e comprei. O livro reúne textos lindos e reais, da maternidade sem filtros, sem frescuras ou padrões inatingíveis, do relacionamento a dois e o que muda na vida de um casal com filhos. Dá para ler num dia e se emocionar para uma vida toda!

      O morro dos ventos uivantes (Emily Bronte): Um clássico da literatura inglesa e mais um livro que li de uma das irmãs Bronte (em 2016 li Jane Eyre). Eu gostei muito desse livro, mas concordo com quem diz que ele não é sobre uma história de amor. Para mim, esse livro conta a história de uma obsessão doentia e irreal, daquelas que sujeitam seus autores a loucuras e crimes. A adaptação para cinema é bem fiel à obra. Gostei bastante e recomendo a leitura!

      A marca de uma lágrima (Pedro Bandeira): Esse livro foi uma das releituras que eu mais queria fazer. Li pela primeira vez com uns 12/13 anos e simplesmente me apaixonei pela história da Isabel e do Fernando, lembro-me até hoje de cor os poemas que a personagem do livro escreve para seu amado. Essa é uma versão adaptada da história de Cyrano de Bergerac e recomendo muito que os jovens leiam. Foi um dos livros que me fez apaixonar pela literatura.

E você já leu algum desses? Conta para mim aqui nos comentário!

[RESENHA] A Sereia

 

A Sereia é um livro único de Kiera Cass, autora da série A Seleção, publicado no Brasil em 2016 pela Editora Seguinte.

P_20171202_200447_vHDR_Auto
      Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida com Ela, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar, pois a voz da sereia é fatal, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

 

P_20171202_200408_vHDR_Auto      Como os outros livros da autora que já li (resenha de A Coroa aqui!), esse também possui uma história muito fácil e rápida de ler, com uma trama de fantasia Young Adult original e criativa. Nesse livro, a autora revisitou as lendas sobre as sereias, fazendo um compilado delas e transformando-as em uma história de amor. Achei a temática bem criativa, pois eu nunca havia lido nada sobre sereias. Mas falta algo na trama, talvez um pouco mais de intensidade nos sentimentos dos personagens.

As personagens secundárias são estereótipos e o amor dos protagonistas é instantâneo e inverossímil. Não estou dizendo que não exista amor à primeira vista (embora eu ache que não exista mesmo, mas esse não é o ponto aqui), só estou dizendo que o surgimento do amor entre o casal poderia ter sido apresentado de uma forma mais lenta e aprofundada e não no método miojo (pronto em 3 minutos) como foi.

A sereia Kahlen é bem simpática, apesar de tudo, mas o mocinho Akinli é um dos mais sem sal que já vi e só me cativou um pouco no final da história quando ele passa por um drama familiar. Talvez ele seja daqueles que deveriam passar o livro todo sofrendo para conseguir causar mais empatia no leitor.

O livro é bem diagramado, todos os capítulos possuem uma conchinha desenhada (<3), a fonte é confortável para ler e as páginas são amareladas. Uma delícia de livro!

Para quem nunca leu nada da Kiera Cass, esse livro é uma ótima introdução do estilo de escrita da autora, mas não chega aos pés do que ela fez em A Seleção. Pode ser que ao ler esse livro você ache a história meio sem graça (como eu achei), mas não se deixe enganar. Dê uma chance à autora (lendo a série A Seleção, por exemplo) e deixe-se encantar assim como eu fiquei encantada. Ai, ai… Deu até vontade de reler a série… Quem sabe em 2018?! Rsrs

O que muda na vida de um casal quando chega um bebê e como manter o casamento com tanta reviravolta

Antes havia mais saídas para comer fora, hoje pedimos mais delivery.

Antes, a primeira parada no shopping era na livraria, agora é no Espaço família para alugar o .carrinho de bebê

Antes nossas gavetas não tinham travas e nosso chão não era coberto de EVA colorido. Nossos dias não eram tão coloridos…

Antes as noites eram contínuas. Hoje, mesmo que ela não mais acorde de madrugada, nós acordamos o tempo todo para verificar se ela está com coberta.

Antes os boletos nos assustavam, agora são os resfriados e as febres o verdadeiro bicho papão.

Antes o namoro era livre, agora só depois que o bebê dorme.

Antes era passeio na rua de mãos dadas, agora é você carrega o bebê e eu levo a bolsa.

Antes, miojo pro almoço no dia de preguiça. Agora, legumes e vegetais todos os dias.

Antes, comida quente. Agora, você come primeiro enquanto eu seguro o bebê, depois a gente reveza.

Para tudo a gente reveza: trocar de roupa, trabalhar, tomar banho, escovar os dentes, trocar fraldas, dar mamá…

A vida antes do bebê é fazer tudo a dois, depois de um bebê é um eterno revezamento.

Como manter-se unidos revezando o tempo todo com o marido? Nas brechas, nas trocas. “Você carrega o bebê hoje, amor? Estou com dor nas costas” “Claro, gato, te faço também uma massagem antes de dormir.”

“Trouxe a mamadeira para você dar pra ela. E também um chazinho que sei que você gosta de tomar antes de deitar.”

“Amor, vou tomar banho. Você faz ela dormir hoje?” “Claro, mas não demora… (carinha sensual)”

“Fiz a mistura que você gosta e o seu prato, para você comer quentinho. Eu fico com o bebê primeiro.”

É assim, nos detalhes e no diálogo que se consegue manter um relacionamento com um bebê pequeno. Exceto por amamentar no peito, todas as outras funções podem e devem ser desempenhadas pelos dois. E tão importante quanto isso é manter o carinho na hora do revezamento.