O detetive que nunca viveu e que jamais morrerá

Sou grande fã dos romances policiais e, tão logo conheci os livros de Sir Athur Conan Doyle, Sherlock Holmes virou um dos meus personagens favoritos da literatura. Recentemente consegui adquirir o box com as obras completas desse detetive tão icônico e decidi compartilhar com vocês um pouco dessa edição tão linda e mostrar a cronologia da obra.

Decidi ler (e reler) as histórias em ordem cronológica de publicação, que foi a forma que essa edição veio organizada. Os livros e meu Projeto Lendo Sherlock Holmes ficaram assim:

O primeiro volume contém 3 livros:

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Volume 1: finalizado!

Um estudo em vermelho (1887): Romance de apresentação do detetive e de seu fiel companheiro, Dr. Watson. Eu já havia lido essa história há muitos anos e reli algumas semanas atrás;

O sinal dos quatro (1890): Esse romance eu não havia lido ainda e foi muito legal sentir de novo a sensação de tentar descobrir o mistério junto com o detetive. Sem contar que é nesse livro que conhecemos a Mary, futura esposa do Dr. Watson e descobrimos que Holmes prefere a razão ao amor;

As aventuras de Sherlock Holmes (1891-1892): Primeiro livro de contos do autor, que acabou, posteriormente, adotando esse gênero para as narrativas do detetive mais famoso do mundo. Esse também eu já havia lido e fiz uma releitura. Foi muito divertido entrar em contato mais uma vez com essas histórias e relembrar o primeiro encontro de Holmes com Irene Adler.

O segundo volume do box contém 2 livros:

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Volume 2: lendo no momento!

Memórias de Sherlock Holmes (1892 – 1893): Esse livro possui 11 contos e vou começar a lê-lo esse mês. Vou ler 4 contos em setembro, 4 em outubro e pretendo finalizar o livro em novembro. Será uma leitura inédita para mim;

O cão dos Baskerville (1902): Esse é o terceiro romance que Doyle escreveu e eu já li, porém quero encerrar o ano fazendo a releitura dessa história incrível. Inclusive, a adaptação desse episódio no seriado na Netflix, com o ator Benedict Cumberbatch, está simplesmente espetacular. Vale a pena conferir!

 

No terceiro volume temos mais 2 livros:

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Volume 3: primeira leitura para 2018!

A volta de Sherlock Holmes (1903 – 1904): Livro com 13 contos que pretendo reler no primeiro trimestre de 2018. O primeiro conto desse livro é o famoso “A aventura da casa vazia”, que conta sobre o retorno de Holmes, uma vez que ele tinha “morrido” no último conto de Memórias de Sherlock Holmes;

O vale do medo (1915): O último romance que o autor escreveu, vou lê-lo em abril de 2018.

O quarto e último volume desse box contém os 2 últimos livros de contos de Sherlock Holmes:

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Volume 4: último!

– Os últimos casos de Sherlock Holmes (1892 – 1917): 8 contos que eu ainda não li e já estou morrendo de curiosidade. Segundo meu planejamento, lerei 4 contos em maio de 2018 e outros 4 em junho;

 

Histórias de Sherlock Holmes (1921 – 1927): Com aperto no coração, aproximadamente daqui 1 ano, lerei esse últimos 12 contos do melhor detetive de todos os tempos. Serão leituras inéditas para mim, sendo 4 em julho, 4 em agosto e 4 em setembro de 2018).

Sempre tive vontade de “zerar” as obras de um autor, ler tudo que ele escreveu. Sei que a obra de Sir Arthur Conan Doyle vai muito além de Sherlock Holmes, mas já me dou por satisfeita em poder dizer que já li tudo sobre ele. E você? Tem um autor ou personagem favorito também?

 

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As mães

Ana Carolina decidiu engravidar novamente, após perder sua primeira filha.
Bia é mãe de menino e sabe tudo sobre minecraft.
Cíntia é professora e trata seus alunos com o mesmo carinho com que cuida dos filhos.
A filha da Diane tem AME.
Érika decidiu que seu filho não terá berço e dormirá num colchão no chão, seguindo o método Montessori.
Fabiane está grávida e mora num trailler com o marido e os 3 filhos.
Gabriela trabalha fora o dia todo e deixa sua bebê na creche.
Heloisa acabou de descobrir que está grávida de seu primeiro bebê.
Juliana decidiu engravidar novamente depois de 10 anos.
Karol acha que não tem problema dar alimentos industrializados para crianças..
O filho de Luciana dorme num quarto só dele desde que nasceu.
Mari foi presa e apanhou dos policiais com seu filho de 2 meses nos braços.
A filha de Nati só se alimenta de PANCs.
Priscila tem 3 meninos, Rafaela tem 3 meninas.
Sheila decidiu deixar o emprego para cuidar de suas filhas.
Tatiana ficou grávida aos 16, Valéria aos 39.

Você não tem nenhum filho e julga todas elas.

Você tem filhos e “se esquece” do tanto de julgamento que há na maternagem alheia e julga também.

Mais empatia, mais amor. Não importa em qual filosofia elas acreditam, onde moram, quantos filhos ou anos elas têm. Só importa que toda mãe é a melhor que poderia ser, são exatamente o que seus filhos precisam e ninguém está mais capacitado do que elas a decidir sobre a criação de suas crianças. Todo bebê nasce apaixonado pela mãe e toda mãe defenderá sempre com unhas e dentes sua cria.

Em minha sala não há janelas

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Laís e Clara na Janela, em 2012

O sol não entra na minha sala. A luz que existe é produzida artificialmente. Não há penumbras, não há sombras e nem movimentos produzidos pelos brilhos solares.
O calor não sai da minha sala. O ar não circula, o mormaço sufoca, os germes multiplicam-se. Tudo é quente quando lá fora é fresco. Tudo ferve quando lá fora esquenta.
Não tem cheiro na minha sala. Não há brisa, fuligem ou tempestade. Os perfumes não se espalham, o aroma não se expande e o vento nunca me alcança.
E essa sala é meu destino todos os dias. Ela devora um terço do meu dia…
Longe do sol e das sombras, longe da brisa e do frescor, sem vento e sem minhas meninas… minhas janelas!
Em minha sala não há janelas.

[RESENHA] Fiquei com seu número

 

      Este livro pertence ao gênero chick-lit e acho que só com essa informação, vocês já conseguem supor qual será o enredo e desenvolvimento da obra. O fato é que ele é muito divertido! Sério, eu acho que pouquíssimos livros me fizeram rir tanto quanto esse logo nas primeiras páginas. Ele é perfeito para curar uma ressaca literária e é uma leitura muito leve.

Sinopse: “A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.”

A história é narrada em primeira pessoa apenas pela Poppy e isso pode causar uma certa confusão no leitor uma vez que, às vezes, ela alterna acontecimentos que existem apenas dentro de sua cabeça, com fatos reais. O livro é dividido em capítulos curtos e é permeado por diálogos verossímeis e trocas de mensagens entre os personagens, o que dá velocidade à narrativa. Além disso, as mensagens que os personagens trocam (por e-mail ou sms) são analisadas por eles mesmos ao longo da narrativa e isso faz ressaltar as características individuais de cada um. A linguagem do livro todo é bem coloquial, com algumas gírias e até palavrões, porém está completamente adequada ao ambiente em que se passa a história e ao tipo de livro, ademais, ela dá conta das diferentes mídias e plataformas de comunicação usadas pelos personagens.

A Poppy, como quase toda mocinha de chick-lit, é muito atrapalhada e sempre apressada ao julgar, ou tirar conclusões precipitadas, o que causa as confusões e dá o tom cômico ao livro, mas ao mesmo tempo, você se irrita com essa personalidade supérflua de sempre meter os pés pelas mãos devido ao pré-julgamento. Magnus, claramente a peça sobressalente do triângulo amoroso, é pedante, arrogante e não liga para a Poppy como pessoa, o relacionamento dos dois é puramente sexual e isso fica explícito desde o começo do livro (só a noiva, Poppy, que não vê). Sam é o típico mocinho, bonzinho até demais. Tanto que é Poppy que o ensina como ter mais pulso firme e ser mais assertivo ao tomar decisões sobre sua vida amorosa, o que é irônico, uma vez que ela mesma não faz isso.

Fiquei com seu número pode ser considerado um livro-símbolo do gênero. A ideia do livro é ótima e sempre funciona, por isso ela não é nada original, pelo contrário, é uma fórmula já testada anteriormente por diversas escritoras. A trama é linear e com alguns furos, mas que podemos relevar porque o objetivo maior do texto é divertir, pintando o retrato da mulher moderna no dia a dia, que luta para dar conta da vida profissional, familiar e amorosa.

A autora Sophie Kinsella, pseudônimo da britânica Madeleine Wickham, é autora da consagrada série Os delírios de consumo de Becky Bloom, que foi adaptada para filme em 2009. Ela também é responsável por outros títulos de sucesso, tais como Lembra de mim? (2009) e O segredo de Emma Corrigan (2013). O livro Fiquei com seu número foi publicado em 2012, pela Editora Record, e faz enorme sucesso desde o lançamento.

Por que eu abandonei Dostoiévski?

O livro escolhido pelo Piquenique Literário em Agosto foi Memórias da casa dos mortos, de Fiódor Dostoiévski. Sem nunca ter lido um russo antes, fiquei empolgadíssima com esse clássico e me apressei em comprar meu exemplar! Mas eis que, com um terço da leitura concluída, decidi abandonar o livro e nem as discussões e defesas apaixonadas de alguns membros do Piquenique me convenceram a dar uma segunda chance à obra.

 

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Júlia mais interessada no mordedor

Abandonar um livro é um hábito quase tão antigo quanto o ato de ler. Acredito que muitos fazem isso, mas têm vergonha de admitir porque quem desiste de um livro é alvo da patrulha da desistência: podemos ser vistos como pessoas sem força de vontade, fracas e com pouca inteligência para entender a obra; e a punição mais comum é a perda do direito de opinar sobre o livro que abandonaram (Se você não leu até a última página não pode tecer qualquer comentário, muito menos criticar).

Eu confesso: sou especialista em livros começados e não terminados, tenho muito mais livros do que serei capaz de ler e tenho o hábito de ler diversos livros ao mesmo tempo. Porém, acredito que abandonar uma leitura é decisão pessoal de cada leitor. Por isso, listei aqui, os motivos que me fizeram abandonar Dostoiévski:

  1. Ler por prazer: como já disse anteriormente, sou uma desistente em série. Uma mudança de humor, uma distração ou uma frase fora do lugar bastam para que eu deixe um livro de lado e troque-o por outro, talvez para sempre. Minha estante é cheia de exemplares que larguei antes da metade. Estão lá, há anos com o marcador na mesma página, na esperança de que eu um dia retome a leitura de onde parei. Em vão.
  2. O livro não vai morrer: o autor pode já ter morrido, mas a obra dele não, é imortal. Acredito que existe momento certo para ler cada livro e isso é decisivo para gostar ou não dele. Diversas leituras que eu abandonei temporariamente foram reativadas posteriormente e eu adorei ter dado uma segunda chance a elas. A explicação para essa mudança? Não era o momento de ler aquele livro, dei outras oportunidades e no final das contas deu certo: encontrei no livro, mais para frente, exatamente o que queria ler naquele segundo momento.
  3. O principal motivo para uma história ser abandonada, segundo uma pesquisa realizada pelo Goodreads, é a trama pouco movimentada. E este é exatamente o caso de Memórias da casa dos mortos. O estilo de escrita do autor e a temática não estão dentro do que eu estou acostumada a ler. Isso, aliado à falta de simpatia com o personagem principal, constituem o terceiro motivo pelo qual eu desisti da obra.
  4. Respeito ao autor: Eu prefiro colocar um livro de lado por alguns meses e depois, quem sabe, dar uma segunda chance à leitura, do que correr o risco de desenvolver uma certa ojeriza pelo autor. Penso que todo livro foi idealizado, meditado, desejado como uma obra-prima por seu criador e o mínimo que posso fazer é lê-lo com respeito.
  5. Às vezes a parte chata é só uma parte mesmo, e não o livro todo. Existe uma fórmula famosa entre leitores que busca determinar a quantidade mínima de páginas que devemos ler para poder largar um livro sem culpa: o número mágico é 100 menos a idade do leitor (acredita-se que quanto mais velho, mais direito você tem de não gostar logo de cara de um livro). É uma regra razoável, mas eu tenho a minha própria: tenho até a metade do livro para decidir se vou continuar ou não. Se eu passar da metade, vou até o fim. De Memórias da casa dos mortos li só 73 páginas.
  6. A TBR: a pilha de livros não lidos é enorme. Vale a pena aquele esforço de continuar a ler algo de que não estou gostando, sendo que a lista dos livros que eu quero ler só aumenta? Quase sempre é melhor abandonar aquele livro chato e me arrependo é de não ter largado antes.
  7. Muito livro para pouca vida: Este item pode parecer igual ao anterior, mas é um pouco diferente. Estamos na era do imediatismo, somos massacrados com notícias, filmes, séries, livros, aplicativos novos a cada segundo. Com tanta novidade, queremos consumir tudo isso e mais um pouco e bate um verdadeiro desespero quando nos damos conta que nosso dia tem apenas 24 horas e isso não é tempo o suficiente para ler tudo que gostaria. E é por esse motivo que eu quase não assisto séries. É dar o play e minha cabeça já começa a calcular quantas páginas eu poderia ler enquanto dura aquele episódio.
  8. Ninguém quer desistir. A desistência vem com um sentimento inevitável de culpa. Mas tomar uma decisão consciente de largar um livro (ou outra atividade não terminada) pode ser na verdade bastante libertador. Muitas pessoas insistem em atividades que não estão gostando só porque querem ir até o fim e a escolha de interromper essa atividade prematuramente lhes parece perturbadora. Segundo o psicólogo Matthew Wilhelm, desistir vai contra a forma como fomos arquitetados, pois há uma tendência para que percebamos objetos como ‘acabados’ ou ‘inteiros’ e essa propensão é tão poderosa que acaba gerando ansiedade nas pessoas. Desistir de um livro não é uma decisão fácil e mesmo assim favorece a minha vida como leitora e faz com que minhas escolhas literárias sejam mais equilibradas.

 

Alguns, intimidados pelo tamanho e pela linguagem de um clássico, decidem interromper a leitura para retomá-la quando estiverem mais preparados. Nenhum desses motivos foi o que pautou a minha decisão de abandonar Memórias da casa dos mortos, como vocês bem viram acima. Parafraseando Stephen King em seu livro “Sobre a escrita”, já passei dos trinta, e ainda há muitos livros por aí. Não tenho tempo para desperdiçar com os que não me trazem alegria no momento.

Que os deuses da literatura tenham piedade de mim!

 

Júlia

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JÚ(não tenha pressa de crescer)LIA
JÚ(seu sorriso banguela me encanta)LIA
JÚ(tempo, seu vigarista, passe mais devagar)LIA
JÚ(vou chorar de saudades quando vir suas fotos de bebê)LIA
JÚ(sempre vou achar que poderia ter aproveitado mais)LIA
JÚ(seja sempre a melhor versão de si mesma)LIA
JÚ(não tenha medo de crescer)LIA
JÚ(você sempre será meu bebê)LIA

TAG dos 50%

Vou responder a primeira Tag aqui no blog, com muito atraso, é claro. Apresento-lhes minha Tag dos 50%:

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017:

Outlander. Este livro tem 800 páginas, minha gente, e é o primeiro de uma série de 8 livros (por enquanto). Todos eles calhamaços, alguns divididos em 2 partes (ambas calhamaços). Levei 2 meses para lê-lo, mas afirmo: Vale cada página. O livro é incrível, a história é linda e delicada. Sem contar a série adaptada que está muito fiel à história. Vale muito à pena!

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2017:

Turma da Mônica: Lições. Está graphic novel é a continuação da Turma da Mônica: Laços, entretanto são histórias independentes, tanto que li essa primeiro. O roteiro é de uma delicadeza ímpar e as ilustrações são de tirar o fôlego. A edição foi feita com muito carinho e cuidado. Uma das minhas melhores aquisições do ano, com certeza!

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito:

Não estou muito por dentro dos lançamentos.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre:

Mais uma vez, não sei quais serão os livros lançados.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano:

A outra face, de Sidney Sheldon. Definitivamente, um dos melhores autores da minha adolescência, tenho que confessar que ele me decepcionou muito com esse livro. O enredo é fraco, o mistério é óbvio e clichê e o livro é repleto de preconceitos e homofobia que causam urticária só de lembrar! Não recomendo mesmo, principalmente para crianças e adolescente que ainda estão na fase de formação de caráter.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano:

Para poder viver. Li esse livro para o piquenique literário e o que eu senti foi inexplicável. Compartilhando da experiência de outros participantes do grupo, eu relutei em ler esse livro, porque tanto ele quanto a sinopse não me atraíram nem um pouco. Mas um dos intuitos do piquenique é justamente esse: nos tirar da zona de conforto e nos fazer ler livros que não leríamos por nós mesmos.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente):

Chimamanda Ngozi Adichie. Conheci essa autora esse ano e já li 3 livros dela. Um foi para o piquenique literário (Hibisco roxo – falei dele aqui), os outros 2 foram por vontade própria. Virei fã!

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente:

Nenhum. Meu crush é sempre o Cisco. ❤

9. Seu personagem favorito mais recente:

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Minha edição linda de A guerra que salvou minha vida

Ada Smith, de A guerra que salvou minha vida. Livro lindo e cativante e personagem mais ainda.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre:

Para poder viver, de Yeonmi Park

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre:

Animais fantásticos e onde habitam – roteiro. A edição deste livro é linda e ele me fez muito feliz, pois queria muito e ganhei de presente de Dia das Mães.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017:

Assisti poucos filmes e não me lembro de nenhum que tenha lido o livro também.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo):

Não escrevi nenhuma no primeiro semestre 😦

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano:

Turma da Mônica – Lições (ver resposta da pergunta 2)

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Comprei o box com toda obra de Sherlock Holmes. Espero conseguir ler pelo menos os 2 primeiros volumes ainda esse ano.

Livros lidos em Julho e Agosto/2017

As leituras desse bimestre renderam, viu? Foram 11 livros em 2 meses e vou contar um pouquinho de cada uma delas aqui para vocês:

  • O conto da aia (Margaret Atwood): Definitivamente, o melhor livro que li esse ano! Não consegui largar a história e tive que me policiar para não devorar o livro em um único dia. Essa obra conta a história de Offred que é Aia na casa do Comandante. A história foi adaptada para televisão e tem sido considerada uma das melhores séries do ano. Para quem não ouviu falar nada dela ainda, vale a pena a pesquisa! Fiz um pequeno post no facebook contando 5 motivos para gostar de O conto da Aia. Vem conferir!
  • Outros jeitos de usar a boca (Rupi Kaur): Este livro de poemas é de uma autora indiana e está dividido em quatro partes que buscam retratar algumas fases da vida das mulheres. Não são poemas românticos, são versos que causam impacto como um soco na boca do estômago, trazem amargo para boca e nos fazem arrotar alguns sapos engolidos. Recomendo para todos que desejam conhecer um pouco mais a fundo o universo feminino.
  • Harry Potter e a pedra filosofal (J. K. Rowling): Fiz essa releitura maravilhosa em Julho. Comecei a ler o primeiro livro da série para minhas filhas, mas não consegui fazer com que elas se prendessem à história. Provavelmente não estão prontas para ingressar em Hogwarts ainda. Tentarei de novo ano que vem! Acabei, por fim, terminando a releitura sozinha e isso despertou em mim a vontade de reler todos os outros livros. Câmara secreta, me aguarde!
  • O ceifador (Neal Shusterman): Essa distopia é ótima! Eu já estava ficando enjoada do gênero, porque, para mim, as histórias começaram a parecer sempre mais do mesmo. Mas Neal Shusterman conseguiu renovar minhas esperanças. A história de 2 jovens aprendizes de uma das profissões mais sinistras que já vi é excelente e tem tudo que uma distopia precisa: tem disputas, tem vilão, tem mentor sábio, tem personagem feminina badass, enfim, altamente recomendada! Vem ver aqui 5 motivos para gostar de O ceifador
  • Histórias de ninar para garotas rebeldes (Elena Favilli e Francesca Cavallo):
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    Júlia com seu exemplar do livro

    Este livro reúne 100 fábulas sobre mulheres extraordinárias do passado e do presente e é lindamente ilustrado por outras 60 mulheres. A maioria das histórias começa com o famoso “Era uma vez…”, mas ao invés de princesas, elas nos contam sobre heroínas, sobre rainhas, artistas, atletas, educadoras, cientistas, ativistas, enfim, mulheres rebeldes e extraordinárias. Confira aqui uma lista com 5 motivos para gostar desse livro!

  • O labirinto dos ossos (Rick Riordan): Este é um livro infanto-juvenil sobre o qual ouvi falar muito bem. Eu nunca havia lido nada do Rick Riordan e confesso que ele escreve muito bem para o seu público-alvo. O livro narra a aventura de 2 irmãos em busca de pistas que os levarão a uma fortuna. Se eu tivesse lido esse livro quando tinha uns 13 anos, com certeza seria um dos meus favoritos da vida. Porém, resolvi lê-lo com 30 e é isso! É um livro para crianças e adolescentes. Se você gosta de infanto-juvenis, se jogue!
  • Para educar crianças feministas (Chimamanda Ngozi Adichie): Li esse livro-manifesto em algumas horas. Ele é o melhor exemplo de livro pequeno que nos arrebata. E eu adoro isso!Cada pequeno ensinamento deste livro nos faz pensar e remexer em alguns conceitos tão arraigados que carregamos, que quando terminamos a leitura ficamos de extasiados com a potência de cada lição, de cada conselho e cada frase desse livro. Recomendo fortemente que todos leiam, homens ou mulheres, com ou sem filhos, adultos ou crianças.
  • Corpo (Carlos Drummond de Andrade): Eu li esse livro esperando que fosse ser rápido e fácil, afinal, é um livro de poemas. Mas eu me esqueci que Drummond, por mais simples que sejam seus versos, nunca é simples. Este livro me fez lembrar muito O amor natural, outro livro de poemas do mesmo autor, sobre o qual fiz meu trabalho de conclusão de curso na Faculdade de Letras. Muitas memórias difíceis e ao mesmo tempo gratificantes eu tenho dessa época e posso dizer que poesia, poesia do Drummont é isso: muito mais do que o que está escrito, é sobre o que aquilo te faz sentir. Interessante, Drummond.
  • Assassinato no avião da meia-noite (Gaby Waters e Grahan Round): Esse livro chegou até às minhas mãos pela minha filha Clara. A Laís também já conhecia a história. Parece que as duas foram apresentadas a este livro pelas professoras que fez uma leitura conjunta com os alunos em sala de aula. Eu achei isso o máximo! O livro é muito interativo e o enredo é desenhado especificamente para a faixa etária delas (10-11 anos). Eu gosto de sempre acompanhar o que elas andam lendo e reafirmo que as professoras têm feito um ótimo trabalho com o incentivo a leituras desse tipo.
  • O sorriso da hiena (Gustavo Ávila): Só li 3 livros no mês de agosto, mas confesso que a história de Ávila é tão completa e instigante que outros enredos não me fizeram falta. Se você tem interesse em saber mais sobre este livro que está sendo muito falado, confira minha resenha aqui!
  • Fiquei com seu número (Sophie Kinsella): Gente, esse livro é muito engraçado! Sério! É um chick-lit e, como tal, você já sabe o que vai acontecer logo nas primeiras páginas. Mas isso não é nem perto de suficiente para te fazer desistir da leitura, pois é um texto que te faz rir e diverte. A personagem principal Poppy é muito atrapalhada e se mete em várias situações embaraçosas, mas ela conquista nossa empatia logo de cara e o mocinho Sam é um cara muito íntegro e isso é sempre bacana. Livro perfeito para curar ressacas literárias!

Pequenas conquistas

Foram dezenas de alunos competindo! A maioria deles mais velhos e mesmo assim ela conseguiu.

Cada professor fez uma prova eliminatória em sala de aula e todos os alunos do 5º ao 8º ano (de 10 até 13 anos de idade) foram submetidos a uma avaliação matemática com exercícios de adição, subtração, multiplicação e divisão. O objetivo era selecionar um aluno que fosse o mais rápido e eficaz na resolução das operações para a competição Matemática Vanguarda.

Clara e a mamãe - Matemática Vanguarda

Clara e eu brincando de selfie com a varinha de Harry Potter que ela fez para mim

Ela só tem 10 anos e estava fazendo o teste pela primeira vez. Na primeira prova, acertou 85% dos exercícios e foi classificada para um segundo teste. Neste, acertou 95% das questões e teve o melhor desempenho da sua turma. Os 2 melhores alunos de cada sala iriam fazer um terceiro teste no qual todos competiriam de igual para igual.

Mais de 20 candidatos foram selecionados e fizeram a última prova. Ela ficou em 2º lugar. Na frente de diversos alunos mais velhos e com anos a mais de estudos do que ela. Ela achou o resultado “normal”. A mãe dela surtou de alegria!

É muito fácil valorizarmos as conquistas das crianças quando são pequenininhas: a primeira palavra, os primeiros passinhos, a primeira noite inteira dormida. Porém, conforme eles vão crescendo, as pequenas vitórias do dia a dia vão ficando menos frequentes. Mas isso não significa que são menos importantes.

Aliás, é o contrário. Justamente por haver menos momentos marcantes em nossa vida conforme vamos crescendo é que cada conquista deve ser comemorada, e exaltada, e elogiada, e fotografada! Assim como fazemos com os bebês!

Clara - Matemática Vanguarda

Clara, 10 anos, fazendo pose de intelectual

Então, esta, Clara, é a minha pequena homenagem à minha pequena notável! Parabéns pelo desempenho no teste! Você não ganhou uma faixa comemorativa com seu nome e foto da escola, mas te dou divulgação pública aqui, pela conquista, pelo esforço, pela naturalidade de achar que não foi nada de mais. Que todas as crianças possam ter suas conquistas celebradas pela família, seja com alguns meses de vida, seja depois dos 18 anos…

Livros lidos em Maio e Junho/2017

Estas foram as minhas leituras em MAIO de 2017:

  1. Turma da Mônica: Força (Bianca Pinheiro): Mais uma graphic novel da MSP que li esse ano. Nessa história, Mônica precisa enfrentar um problema que não pode ser resolvido com força física e descobre que seus pais podem ser muito fortes também. Embora o tema seja um dos mais bacanas, essa foi a graphic que eu menos gostei das três que li dessa coleção, porque ela não explora muito a turminha em si, e sim só a Mônica e sua família. Entretanto, é ainda um trabalho incrível e que encanta em cada página e quadrinho. Recomendo a leitura para os pequenos e para os já crescidinhos;
  2. O canto mais escuro da floresta (Holly Black): Este foi o primeiro livro que recebi na malinha do Turista Literário e confesso que a experiência foi ótima. Para quem não conhece, o Turista literário é uma caixa surpresa de livros por assinatura com itens criados a fim de promover uma experiência sensorial que leva o leitor a uma viagem pelo universo literário onde o livro é ambientado. Infelizmente assinei por apenas 4 meses, mas pretendo voltar a ser assinante em breve. Neste livro, eu conheci a história de Hazel e Bem, 2 irmãos que vivem na vida adulta todo sonho e fantasia que tinham quando crianças. Eles vivem na cidade de Fayrfold que é habitada por humanos e fadas, numa relação simbiótica e estável. Será?
  3. Isso me traz alegria (Marie Kondo): Este livro que mostra como aplicar o Método Konmari de organização é maravilhoso! Depois de A mágica da arrumação, a autora disponibiliza neste livro para seus leitores um roteiro de como organizar a casa (e a vida). De um jeito simples e prático, ela vai mapeando os ambiente e elementos do cotidiano e mostrando como organizar cada um. Adorei!
  4. Animais fantásticos e onde habitam – O roteiro original (J. K. Rowling): O melhor livro do mês, sem dúvidas! Este livro contém o roteiro do filme, estrelado por Eddie Redmayne e que ganhou um Oscar de melhor figurino, além de ter concorrido e ganhados diversos outros prêmios. Ele complementa, de maneira delicada, cada cena do filme. Para os potterheads de plantão, é leitura obrigatória!
  5. Hibisco roxo (Chimamanda Ngozi Adichie): O Piquenique literário escolheu esta obra para representar a literatura africana no mês de maio. Eu tinha acabado de ler Sejamos todos feministas da Chimamanda e confesso que ela já tinha meu coração, mas esse livro foi uma experiência diferente do anterior. Em forma de romance, a autora nos conta a história de Kambili que vive com os pais e o irmão Jaja na Nigéria. O pai dela é extremamente religioso e rejeita a cultura igbo de sua comunidade de modo tão irracional que acaba afetando a todos da família. O livro é narra uma história densa e é um retrato dos resquícios invasivos da colonização inglesa no país e na população. Como sempre, os livros do Piquenique Literário são daquele tipo que nos tiram da zona de conforto, que incomodam e fazem pensar. Se você é de São José dos Campos e região e gosta de livros assim, junte-se a nós aqui!

E estes foram os livros lidos por mim em JUNHO:

  1. Animais fantásticos e onde habitam (J. K. Rowling): Este livro lindinho foi escrito como se fosse o livro que Harry Potter utilizou em suas aulas em Hogwarts e emprestou a Rony Weasley. Ao longo das páginas podemos ver anotações de Rony com suas observações engraçadas sobre os animais. Só pelos recados dele já vale a leitura!
  2. As 15 primeiras vidas de Harry August (Claire North): E se depois de morrer, você voltasse a viver a sua vida? O mesmo nascimento, a mesma família, a mesma época e local. Tudo igual, exceto que essa não é a sua primeira experiência na terra. Harry August está perto da sua décima primeira morte quando recebe um recado dizendo que o mundo está acabando, como sempre, mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Sobre viagem no tempo, sobre solidão, sobre memória, sobre a vida, o universo e tudo mais, este livro tem doses certa de emoção e filosofia e com certeza eu recomendo!
  3. Preacher – Volume 2 (Garth Ennis): Este segundo volume consegue ser ainda melhor do que o primeiro! Com humor cada vez mais ácido, Ennis compõem uma história capaz de causar azia até no leitor mais desembaraçado. Eu simplesmente adorei esse quadrinho e, como não tenho o volume 4 ainda em casa, estou adiando a leitura do volume 3 porque não quero que a história acabe pra mim
  4. Para poder viver (Yeonmi Park): Outro livro do Piquenique Literário, outro livro incrível. Em junho o tema da leitura foi biografia e lemos a narrativa de Yeonmi Park em sua fuga da Coréia do Norte, passando pela China, até chegar à Coréia do Sul. Com um tom emotivo em todo o livro, Park cativa pela simplicidade com a qual ela narra as situações abomináveis pelos quais ela (com sua mãe, em alguns momentos) passou em busca da liberdade. Se você ficou um pouquinho interessado pela história dela, sugiro ver o vídeo com o discurso que ela fez na Conferência One Young World.
  5. Um beijo inesquecível (Julia Quinn): Para terminar o mês com uma leitura leve, eu li o sétimo volume da série Os Brisgertons. Nele conhecemos a história da caçula da família, Hyacinth, e o neto de Lady Danbury, Gareth St. Clair. O livro segue a mesma fórmula dos anteriores e vemos o casal se apaixonando e vivendo felizes para sempre. Um alento para leitoras que gostam de romances bem água com açúcar de vez em quando (quem nunca?)